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Lusosphere's PanAmerican Elections Wrap-up

Elections across the American continents are still reverberating in the Lusosphere as citizen journalists and analysts are attempting to find the meaning of and predict the future politics set in place by recent events. As commentaries of all political flavors fly into cyberspace, there is both a general agreement that the left is once again on the rise in Latin America and a skepticism that points to the shallowness of symbols and the rise also of some undeniably conservative forces.

A vitória de Lula no Brasil coincidiu com dois acontecimentos aparentemente sem ligação, ambos em nosso continente americano: a derrota do Presidente Bush e do partido republicano nas eleições legislativas americanas e a vitória de Daniel Ortega, da Frente Sandinista, na Nicarágua. Em dezembro, teremos eleições na Venezuela e, ainda este mês, o segundo turno no Equador. Assim vai se encerrando o ano de 2006, depois das eleições na Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Costa Rica e Brasil. Com os novos governantes e as duas eleições a serem definidas, está-se desenhando o novo mapa geopolítico do nosso hemisfério.
A nova realidade das AméricasO Picuruta

Lula's victory in Brazil happened simultaneously with two other events which are seemingly disconnected, both in our American Continent: Bush's and Republican party's defeat on the American legislative elections, and Daniel Ortega's Sandinista Front victory, in Nicaragua. In December we will have elections in Venezuela and, during this month, the second round in Ecuador. This is how 2006 is ending — elections in Bolivia, Chile, Peru, Colombia, Costa Rica and Brazil. With the new governments and the two elections left, we will have a new geopolitical map in our hemisphere.
America's new realityO Picuruta

A esquerda que vê a política internacional como uma espécie de jogo de futebol está eufórica com a vitória da boa América sobre a má. Soma-se à vitória do bom Brasil sobre o mau Brasil, da boa Venezuela sobre a má Venezuela, da boa Bolívia sobre a má Bolívia e à boa prestação da selecção do Scolari no último mundial. Como se diz no futebol, o clube deles só lhes dá alegrias. A vitória da boa América é positiva acima de tudo porque será clarificadora. Primeiro porque alguns descobrirão que a boa América afinal é igual à má. E depois porque outros passarão a considerar bom aquilo que anteriormente consideravam mau. O desconhecimento total sobre o que se passa nos Estados Unidos facilita quer uma quer outra atitude.
Voltou a boa AméricaBlasfêmias

The left that views international politics as a kind of football match is euphoric with the victory of Good America over the Bad one. Then add to this Good Brazil's victory over Bad Brazil, Good Venezuela over Bad Venezuela, Good Bolivia over Bad Bolivia, and the good performance of Scolari's team in the last World Cup. And as they say in football, their team can only bring them joy. Good America's victory is positive above all because its example will be clarifying. Firstly, because some will find out that good America in the end, is just like the bad one, and secondly because others will start considering good what they called bad in the first place. The total unawareness about what is really going on in the US can easily induce both attitudes.
The return of good AmericaBlasfêmias

Os democratas ganharam, os republicanos perderam ponto final. De resto o tratamento desta realidade na blogosfera nacional não fica aquém dos comentários que se seguem a um qualquer derby Benfica x Sporting. Os derrotados não querem dar o braço a torcer argumentando a velha história da vitória moral e os vencedores reclamam a vitória dos bons contra os maus… Há pessoas que tendem a ligar-se a um partido como a um clube de futebol em que não se muda nunca de camisola. E ali ficam, a defender o indefensável, argumentando em favor de ideias que já não são as suas tudo em nome de uma ilusão inicial que há muito se desvaneceu.
Wrap-up das eleições americanasO Artolas

The Democrats won, the Republican lost and that's it. And from what we can see the debate on the issue in the national blogosphere is not different from the comments after a Benfica vs Sporting match. The defeated don't want to admit the loss and keep talking about a moral victory, and the winners talk about the victory of good over bad… There are people who tend to connect with a party in the same way they do with football teams, where you can never change the shirt. There they stay, advocating unsustainable positions, arguing for ideas that are not theirs anymore, in the name of an illusion that vanished a long time ago.
American Elections Wrap-up das eleições americanasO Artolas


Bloggers do seem to have
their well defined political stripes, but beyond the ideological colors, many are clearly trying to forecast the economic outcome. There are many Lusosphere reactions to the American Congressional elections that locate the deeper meaning of the results in terms of American domestic economic forces.

Que houve uma significativa mudança de cores, é inegável. Se haverá numa alteração real de política, designadamente no domínio externo, já tenho sinceramente mais dúvidas. O conhecido colunista e editor do Financial Times, Jacob Weisberg, publicou há dois dias, a este respeito, um curioso texto intitulado “Free trade is the real election casualty”. Weisberg sustenta que uma das grandes razões da mudança política nos EUA – talvez a mais importante para além da questão iraquiana – foi a campanha intensamente proteccionista de muitos candidatos do Partido Democrático, que responsabilizaram a política de abertura comercial da Administração republicana pelas perdas de empregos, na industria sobretudo, em muitos estados da União.
Eleições americanas: triunfo do protecionismo?4R – Quarta República

There is no doubt that a significant change of colors happened. But I am doubtful if we are going to have a real change in policies, specifically in the foreign domain. The well known Financial Times editor and columnist Jacob Weisberg has published an untypical text about the issue with the title: “Free trade is the real election casualty”. Weisberg maintains that one of the big reasons for the US political turnaround – maybe the most important one aside the Iraqi issue — is the intensely protectionist campaign performed by many candidates of the Democratic party, which blamed the open commerce policy from the Republican Administration for the falling number of available jobs in many states of the union, especially in the industrial sector.
American Elections: protectionism triumph?4R – Quarta República

Há um conjunto de sinais que apontam para um cenário mais pessimista. Antes de mais, a agenda interna. Ao contrário do que aconteceu com a “revolução conservadora”, ou antes com os ‘new democrats’ de Bill Clinton, a actual vitória Democrata não assenta numa nova “grelha” política. Como lembrava George Lakoff, no ainda actual ‘Don’t think of an elephant!’, o Partido Democrata está preso numa leitura da realidade em que os termos de análise têm sido formatados pelo Partido Republicano. A consequência é que muitas das vitórias democratas assentaram numa agenda que mistura conservadorismo social com proteccionismo económico. Uma agenda que mistura o pior de dois mundos. Talvez os exemplos mais flagrantes disso mesmo sejam a oposição ao comércio livre e o combate à imigração que estiveram no topo das prioridades de muitos dos candidatos democratas que conquistaram lugares a republicanos.
A dimensão do erroArquivo

There are a set of signs that points to a more pessimistic scenery. Before all, the internal agenda. Contradicting what happened with the “conservative revolution”, or with Bill Clinton's ‘new democrats’, the present Democratic victory is not framed by a new political forge. As pointed out by George Lakoff in the still current ‘Don't Think of an Elephant!’, the Democratic party is imprisoned in a reality in which the analytical terms is being formatted by the Republican Party. The consequence is that many of the Democratic victories were developed from an agenda that mixes social conservatism with economic protectionism — an agenda containing the worst of both worlds. Maybe the most blatant examples of this are the opposition to free trade and the fight against immigration that were top priorities of many Democratic candidates who won places over Republicans.
The error's dimensionArquivo

São os defensores dos setores primário e secundário da economia americana. Os protetores das combalidas agricultura e indústria americana. Anti-liberais e anti-globalização, eles defendem os interesses dos pequenos e médios fazendeiros, bem como dos pequenos e médios industriais. Além disso, fazem o jogo duplo, defendendo também as “unions” (os sindicatos americanos). Eles defendem a irracional proteção aos empregos do setor, mesmo a um alto custo para o Estado americano. Combatem o êxodo das empresas americanas para os chamados “países em desenvolvimento” e são favoráveis à ampliação das políticas de subsídio agrícola e industrial. E é nesse ponto que o Brasil entra. Por mais questionável que seja a política internacional do Sr. Bush, do ponto de vista comercial há muito mais facilidade em assinar tratados de livre comércio, derrubar tarifas alfandegárias e diminuir subsídios agrícolas quando se negocia com os republicanos.
Derrota de Bush nas Eleições. E nós?Zigue-zagueando…

There are the defenders of American economy's primary and secondary sectors. The protectors of the obsolete sectors of the American industry and agriculture. Anti-liberals and anti-globalization, they defend the interests of small and medium farmers, and also small and medium industries. Besides that they play the double game, also defending the ‘unions’. They defend the irrational protection for jobs in the sector, even if it means an expensive bill to be paid by the American state. They fight the exodus of American enterprises to the called ‘developing countries’, and they are for the expansion of agro-industrial subsidies. And it is at this point that Brazil enters the picture. As questionable as it is Mr. Bush's international policies, from the commercial point of view it is much easier to sign free trade treaties, to lower customs costs and lessen agricultural subsidies when dealing with the Republicans.
Bush's defeat on the elections. What about us?Zigue-zagueando…


There are also the ‘neo’ crowds
, liberals and conservatives who at this moment are feeling persecuted by the wave of pan-American leftist victories. They have a strong incentive to keep attacking what they see as the wrong way to the future, and they will be the ones ready to point out the failures of the new incumbents in delivering on their campaign promises.

É uma falácia autocomprovada a história de que o mundo pré-Bush era um lugar mais seguro. O ataque de 11 de Setembro é a melhor evidência disso. Entre o falcão e um bando de andorinhas assassinas, já escolhi com que ave eu vou. Também não acho que os EUA subestimaram, como se lê à farta, inclusive na imprensa americana, a “resistência iraquiana”. Podem ter subestimado a mistura de vários terrorismos, unidos, ocasional e episodicamente, numa Central Única do Terror Internacional (CUTI). Mas essa guerra a CUTI vai travar mundo afora. Chegará o dia, e talvez nem demore tanto assim (é coisa para vermos), em que ela tentará levantar o Ocidente contra o Ocidente. Temo que a primeira coisa que um democrata faça seja entrar na fila para pôr o turbante. Aliás, não temo. Estou convicto de que é isso que faria. Em nome da paz. Mas ok. Os democratas deram uma lavada, não foi? E isso é ensaio geral para 2008. Terão a chance de mostrar como governam depois do 11 de Setembro. Eles só conhecem a opção anterior. E, antes, era muito mais fácil.
Porque voto nos RepublicanosReinaldo Azevedo

It is a self-proven fallacy, this story that the pre-Bush world was a safer place. The 9/11 attack is the best evidence. Between an eagle and a mob of assassin little birds, I've already chosen with which bird I'll go. I also don't think that the US has misjudged the Iraqi resistance, as the American press is thoroughly reporting. They may have underestimated the episodic mix of various terror branches, united occasionally under a International Terror Unified Central [CUTI in Portuguese – a word play with the acronym for Brazilian confederation of unions]. But this war will be fought by CUTI throughout the world. There will come the day, not so far as it may seem now, will produce the clash between Occident against Occident [modern and ancient], and I fear that the first thing a Democrat will do is to enter the line to put a turban. By the way, I don't fear. I am sure that this is what they would do, in the name of peace. But it's OK. The Democrats won big, right? And this is the general rehearsal for 2008. They will have the chance to show how they will be able to manage the government after 9/11. It was much easier before.
Why do I vote for RepublicansReinaldo Azevedo

Vencidas as eleições, os democratas anunciaram que tem a intenção de tirar as tropas americanas do Iraque em 6 meses. Mais do que confirmar a teoria de que o Iraque é o novo Vietnã, os democratas farão os americanos engolirem uma nova derrota militar e mais do que isso: irão abrir caminho para que uma verdadeira e sangrenta guerra civil tome conta do país. O resultado será o surgimento de mais uma país fundamentalista e recrutador de inimigos da América. Será mais um país financiado pelo petróleo do Irã. A vitória dos democratas representa um triunfo dos brasileiros que odeiam os EUA. Com os democratas os EUA caminham para uma fossa mais profunda. Mas não devemos comemorar, se os americanos tem os democratas, nos temos os lulistas. Já estamos na fossa mais profunda, os americanos ainda vão cair em cima.
O Buraco DemocrataOlhar Conservador

With the elections won, Democrats are announcing the intention to remove the American troops from Iraq in 6 months. More than confirming the theory that Iraq is the new Vietnam, the Democrats will make Americans swallow a new military defeat and more — they will pave the way for a bloody civil war in that country. The result will be the rising of a more fundamentalist country ready to recruit America's enemies. It will be one more country financed by Iran's oil. The Democratic victory represents the triumph of the Brazilian US-bashing crowd. With the Democrats in power, the US is going into a deeper hole. But we can't celebrate, because as the Americans have the Dems, we here have the Lula-lists. We already are in a deep hole, and the Americans will fall over us.
The democrat holeOlhar Conservador


The Nicaraguan elections
have brought back Daniel Ortega to the presidency, but times have definitely changed and he is not the radical revolutionary anymore. He is being compared to Lula in his ‘love and peace’ campaign showing that the Latin American left is indeed taking different paths to achieve its goals. Lula himself is drawing attention by engineering a second term team including alliances with historical opponents. These novel approaches maybe strategies to counter the polarizing effects of the electoral fight. At the same time, even as the political dynamic has changed, the discourse can still use the old cliches.

A campanha de Ortega mostra de forma inquestionável as profundas transformações políticas ocorridas na FSLN desde sua derrocada em 1989. E serve como um exemplo da rendição de ex-guerrilheiros que abandonaram as trincheiras e passaram a defender o regime democrático-burguês. Ortega mora hoje numa mansão confiscada de um parente de Somoza. A vitória de Ortega se insere no marco da situação revolucionária latino-americana que produziu uma onda de governo de Frente Popular – de coalizão entre partidos de esquerda e burgueses. A exemplo de outras Frentes Populares, Ortega combina um discurso de “combate às desigualdades”, prometendo implementar políticas sociais compensatórias, como o Bolsa Família de Lula. Mas no campo econômico não há nenhum horizonte de rupturas com neoliberalismo. É nisso que consiste seu programa de “corte social”.
Sandinistas voltam ao poder na Nicarágua, mas agora com uma política à direitaGervasio Santos

Ortega's campaign shows in a unquestionable way the profound political transformations that the FSLN went through since its debacle in 1989. And it presents an example like a rendition of ex-guerrila fighters who abandoned the arms and started to defend the bourgeois democratic regime. Ortega lives today in a mansion that was confiscated from a Somoza relative. Ortega's victory fits into the Latin American revolutionary situation that produced a wave of governments of Popular Front — made of coalitions between left and bourgeois parties. As other Popular Fronts, Ortega's combines a discourse based on ‘fighting inequalities’ and promising to implement compensatory social policies, like Lula's Bolsa Familia. But in the economic sector there is no rupture with neo-liberalism on the horizon. These are the bases of his ‘socially tailored’ program.
Sandinists are back in power in Nicaragua, but now with policies on the rightGervasio Santos

O deputado Delfim Netto é o derrotado mais vitorioso das eleições encerradas no domingo. Seus 38 mil votos não foram suficientes para reelegê-lo, mas sua picardia, inteligência e experiência o tornaram um dos principais conselheiros do presidente Lula… Expoente do regime militar, ele tem chance agora de fazer parte do grupo de pessoas que estavam nos cárceres, no exílio e, também, que morreram no combate ao regime. Seu posto pode ser o de ministro da Agricultura, que ele já ocupou em 1979. Dali, foi guindado de volta ao comando da economia.
Delfim Netto: Voto não tem ideologiaCarlos Honorato

[In Brazil] the deputy Delfim Netto is more victorious in defeat. His 38 thousand votes were not sufficient to reelect him, but his intelligence and experience have made him one of the main counselors to president Lula… An exponent of the military regime, he has now the chance to participate in the group of people who were inprisoned, exiled, and also killed fighting the regime. His post on Lula's second term can be the Agriculture Ministry, which he already occupied in 1979. From there, he was called back to command the economy.
Delfim Netto: Vote has no ideologyCarlos Honorato
Daniel Ortega já não é o mesmo. Mas eu também não sou. Por isso, a alegria por sua eleição no domingo foi tão grande quanto aquela outra, em 1979, quando comandou a Revolução Sandinista e tomou o poder na Nicarágua. Hoje, ele diz que não é mais marxista, adotou o estilo paz e amor, mudou muito. Uma coisa, porém continua igual. Em 1979, Ortega era o pesadelo de Reagan, o canastrão. Hoje, é o terror de Bush, o limítrofe. O presidente dos Estados Unidos fez tudo para interferir na eleição da Nicarágua. Chantageou, disse que o pequeno país não teria mais apoio financeiro. E, por aqui, todos passaram por cima dessa interferência. As críticas foram para o apoio de Chávez a Ortega. E que apoioo! O presidente da Venezuela vendeu gasolina mais barata em todas as cidades governadas pelos sandinistas. Foi muito mais esperto que Bush, o que é uma obrigação. Chávez, Ortega, Morales e Fidel… Falta pouco. Se a gente ganhar no Equador, invade os Estados Unidos e pronto…..
Longa Vida à RevoluçãoBlog do Menom
Daniel Ortega is not the same. But I am not the same either. That's why the joy for his election on Sunday was so big as that other, in 1979, when he commanded the Sandinista Revolution and took the power in Nicaragua. Today, he says he is not a Marxist anymore, that he has adopted peace and love style, and has changed a lot. But there is one thing that remains the same. In 1979, Ortega was a nightmare to Reagan, the actor. Today, he is the terror for Bush, the borderline. The president of the US did everything in order to interfere in Nicaragua's election. Blackmailing, saying that the little country would never have financial support. But around here, everyone bypassed the interference. The criticism came over the support given to Ortega by Chavez. What a support! Venezuela's president sold cheaper gasoline in all the cities governed by the Sandinistas. He was smarter than Bush, which is a duty. Chavez, Ortega, Morales e Fidel… Few left. If we win in Ecuador, we will just invade the US and that's it….
Long live the revolutionBlog do Menom


In the crossfire
of different political approaches, there are some commentators who go deeper into analyzing the reasons behind the American election results. The quest and the controversy around what might be the main causes for new US political landscape is viewed as a key to the development of future strategies but there doesn't seem to be a conclusive position from the Luso point-of-view yet.

Para além das especificidades locais – estas eleições servem para sufragar, não apenas a esfera nacional, mas muitas questões que dizem respeito apenas a cada um dos Estados – terão sido quatro as razões que determinaram o resultado eleitoral. Desde logo, o Iraque. Mas não só. O conflito com a comunidade hispânica, as questões ambientais e, sobretudo, os escândalos políticos que rodearam alguns republicanos – seja de índole sexual, sejam casos de simples corrupção – assumiram-se também como hot issues durante a campanha.
Uma visão despreocupada e equidistante sobre as eleições americanasBlue Lounge

Beyond particular local issues — these elections served to scrutinize not only the national sphere, but also many questions related to each one of the states — there are four main reasons that were determinant to the result. Primarily, Iraq. But not only that. The Hispanic community conflict, the environmental issues and, above all, the political scandals around some Republicans — be it of sexual nature or plain corruption — got the status of ‘hot issues’ during the campaign.
A calm and balanced vision about the American electionsBlue Lounge

Por que o republicano Bush perdeu o controle da Câmara e do Senado? Pelo mesmo motivo que o levou a vencer o democrata John Kerry dois anos atrás. Se vocês estão lembrados, Bush fez há dois anos uma campanha centrada em atacar Kerry como incompetente para desempenhar a função de comandante-em-chefe das Forças Armadas. Ou seja, Bush não está entregando a mercadoria (competência na condução da guerra) que se comprometeu a entregar dois anos atrás.
Tirando o Atraso… E Bush?Blog do Alon

Why did Bush lose control of the House and the Senate? For the same reason that led him to victory over John Kerry two years ago. If you can remember, Bush made a campaign based on attacking Kerry as incompetent to be the Commander-in-Chief. That is, Bush is not handing over the product [competence in conducting the war] which he promised to deliver two years ago.
Managing the dealy… And Bush?Blog do Alon

O trunfo republicano foi a chamada “América profunda”: branca, rural e religiosa ao nível do fundamentalismo da agenda de Bush, com orações diárias, verbas milionárias a grupos religiosos e defesa extrema da “moral e dos bons costumes”. Em 2004, esse eleitorado deu vantagem de 3,5 milhões de votos a Bush sobre o democrata John Kerry.Em 2006, dá-se o oposto, sem que nada exatamente novo tenha ocorrido no contexto americano para mudança tão radical na cabeça do eleitor.Entre as duas eleições, duas diferenças fundamentais: na semana passada, o cargo de presidente não esteve em jogo e menos de 40% dos eleitores votaram –contra quase 60% em 2004. A “América profunda” continua lá. Um resultado muito diferente daqui a dois anos não deveria surpreender caso um novo nome com a agenda moral de Bush tome seu lugar na cédula eleitoral.
América ProfundaJuninho Cabelo

The Republican advantage is in the so called “Deep America”: white, rural and religious at the level of Bush's fundamentalist agenda, with daily prayers, millionaire donations to religious groups and extreme defence of “morality and good manners”. In 2004, this electoral group had given Bush 3.5 million votes in advantage over the Democrat John Kerry. In 2006 we see the opposite, without anything exactly new happening in the American scene to promote such a radical change in electors minds. Between the two elections, two fundamental differences: last week the Presidency was not at stake and less than 40% of electors went to vote — against almost 60% in 2004. The “Deep America” is still there. A different result two years from now should not surprise us in case a new name with the same Bush moral agenda takes his place on the electoral ballot.
Deep AmericaJuninho Cabelo


There are some bloggers
who go still deeper in trying to understand the internal dynamics of the American political game, where the widely different stances showed on the surface seem to melt into an unified plan to keep the global American influence untouched. For these observers, the empire is doing business as usual and the outcomes of the Congressional election must be measured under more critical analysis.

Os Estado Unidos são mesmo um país extraordinário. Então não é que os resultados das últimas eleições levaram à criação em Março passado de uma comissão bipartidária para estudar uma nova estratégia para o Iraque. Esta comissão bipartidária é co-presidida por James Baker próximo de Bush-Pai e que desempenhou várias funções mandatado pela actual administração Bush. Os putativos resultados desta comissão, como a ideia de chegar a acordo com a Síria e o Irão, têm sido elogiados pelos anti-americanos amigos da Boa América. Só lhes falta reconhecer a extraordinária capacidade do sistema político americano para gerar efeitos retroactivos.
New Direction IIA Blasfêmia

The United States are a really extraordinary country. So isn't it great that the last elections results have motivated the creation in late March of a bipartisan commission to study a new strategy in Iraq? This bipartisan commission is co-chaired by James Baker, who is very close to Bush-Father and who have developed many functions in the Bush-Son administration. This commission's results, such as the idea to make deals with Syria and Iran, are being praised by the anti-Americans friends of ‘Good America’. Now they only have to recognize the extraordinary capacity of the American political system in generating retroactive effects.
New Direction IIA Blasfêmia

Em janeiro, enquanto o governo ainda negava que o Iraque era um atoleiro e que não tinha a mais vaga idéia de como lidar com a bagunça, James Baker foi nomeado pelo Congresso presidente de um grupo de estudos composto por quatro democratas e quatro republicanos para produzir um relatório com sugestões. Com a derrota eleitoral, seu comitê acaba de ficar mais importante. Concentra as esperanças de que uma solução é possível. Baker é macaco velho e já disse que solução a curto ou médio prazo não existe. O que ele não disse, mas já pensa faz 15 anos, é que os EUA não tinham nada que se meter no Iraque para derrubar Saddam. Mas o estrago está feito. O núcleo de poder do governo Bush pai acaba de intervir no governo de Bush filho. O homem que substitui Rumsfeld é homem de Baker, que supervisiona. E, enquanto os neoconservadores lutam para salvar um mínimo de suas reputações distanciando-se da Casa Branca que seguiu tudo o que sugeriram, o centro do Partido Republicano tem preocupações maiores e, como cabe à turma, pragmáticas. É a eleição de 2008.
O governo Bush caiuPedro Dória – NoMínimo Weblog

In January, when the government was still denying that Iraq was a bog and that they didn't have any idea about how to deal with that mess, James Baker was nominated by the Congress as chairman of a study group composed of four Democrats and four Republicans with the mission to produce a report with suggestions. With the electoral defeat, this commission just got more important. It maintains the hope that a solution is possible. Baker is an old experienced politician and has already stated that there is no solution in the short and medium run. What he did not say, but has thought for the last 15 years, is that the US did not have to go into Iraq to oust Saddam. But the damage is done. The power nucleus of Bush-Father has just interfered in Bush-Son's government. The man who replaced Rumsfeld is under Baker supervision. And while the neocons fight to save a minimum of their reputation by distancing themselves from the White House that followed all their suggestions, the center of the Republican party has bigger worries to deal with, or as they would say, pragmatic ones. They are the 2008 elections.
Bush government fellPedro Dória – NoMínimo Weblog

Hoje é um dia bem-aventurado, para mim, ao menos. Primeiro. Bush, o Júnior, dos EUA, perdeu as eleições legislativas. Antes de mais nada por causa da desastrada guerra do Iraque, com todas as suas implicações. Felizmente, depois do fracasso, aumentou o número dos americanos que duvidam da possibilidade de exportar a democracia. Ou melhor ainda, que caiba ao seu país exporta-la, tanto mais pela prepotência das armas.
Sobre Bush e GenovaBlog do Mino

Today is a blissed day, for me at least. Bush, the Junior from the US, lost the legislative elections. Above all because of the disastrous war in Iraq, with all its implications. Happily, after the failure, it has raised the number of American doubtful about the possibility of exporting democracy. Or better yet, doubtful that their country is in the position of exporting it, even more so of using the preemptive power of their arms.
About Bush and GenovaBlog do Mino


Looking at these Lusosphere commentaries
on the elections we see that both the players and the commentators seem to be fashioning a politics that mixes new ways and old slogans. In this novel situation, there maybe some emerging themes: that the new politics will be more nuanced (less locked into polar choices), that bridges will be built (even with previous enemies) and that difficult questions about the consequences of globalization will have to be faced. We will be watching the blogosphere for its contributions to this new discourse.

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