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Brazil: The prohibited march that keeps marching

After a long period of dictatorship, and since the political liberalization of the 80's, Brazilians have learned to value freedom of expression as a key democratic right. But the last weeks have shown that some issues such as marijuana legalization still don't hold the status of being entitled to a legally sanctioned public debate. This year's edition of the Marijuana March was prohibited by courts in 9 capital cities across the country due to allegations of illegal promotion of drug use. The theme provoked responses by many local bloggers.

Enquanto em alguns países o uso da maconha é restritamente aceito, no Brasil esse tipo de debate não é nem ao menos permitido. Falar sobre maconha se tornou mais que um tabu, visto que poucos dias antes da marcha acontecer ela foi proibida pelo Ministerio Público, decisão essa que impediu um recurso contrário devido a proximidade da data do evento. Fica clara a incapacidade desse país em permitir com que seus cidadãos possam debater em prol das relações que temos com alguns problemas vividos por aqui. Seria uma passeata, apologia? Debater se tornou influenciar? Alguns termos estão muito mal definidos na cabeça do poder legislativo, o que impede o cidadão de se reunir para reivindicar o que lhe julga de direito: a liberdade de expressão.
Fascismo TropicalObrog!!!

While in some countries marijuana use is accepted with restrictions, in Brazil the debate on the issue is not even permitted. Talking about marijuana has turned into a taboo, as the march was prohibited by the Public Ministry a few days before scheduled date, leaving no chance for appeals due to the lack of available time. It becomes clear the country is unable to allow its citizens to debate their relationship with some of the problems we have around here. Should we label a demonstration for legal reform as drug use promotion? To debate necessarily means to influence? There are some terms that are not well defined in the heads of the justices, which results in hindering the citizens from claiming their right: the freedom to express themselves.
Tropical FascismObrog!!!

Obviamente, decisões judiciais não se descumprem, mesmo que as achemos inconstitucionais, pois gozam da presunção de legitimidade necessária à segurança jurídica das relações humanas e sociais reguladas pelo direito, valor maior a ser preservado no sistema jurídico. Mas nada impede que sejam objeto de debate acadêmico e mesmo político, sob um ponto de vista crítico. Os direitos à livre expressão do pensamento e à reunião são garantidos pelo artigo 5º de nossa Constituição como valores fundamentais do regime democrático. Princípio democrático é a norma constitucional que determina não apenas a adoção de decisões por uma maioria legislativa ou social, mas também – e em especial -, a preservação dos direitos das minorias… Subtrair de parcela da cidadania o direito de protestar contra a vigência de qualquer lei, penal ou não, é ferir de morte o regime democrático. É subtrair-lhe o sentido, traduzindo-se em ato imperial, impróprio ao Estado Democrático de Direito… Se postular pela revogação de uma lei não é conduta salvaguardada pelo direito de livre expressão, que condutas da cidadania seriam salvaguardadas por este direito? Posso expressar que sou contra as normas vigentes, mas não posso dizer quais e as respectivas razões?… Fica agora a questão: será que passeatas em favor da descriminalização do aborto e outras semelhantes também serão proibidas? Podem também serem compreendidas como um estímulo à prática do aborto, conduta tipificada em nossa ordem penal. Se forem, obviamente o sentido da democracia brasileira se esvairá.
A Marcha da Maconha e o direito à livre expressão, por Pedro Estavam SerranoÚltima Instância

Obviously, court decisions are to be followed, even the ones we consider as unconstitutional, as they hold the necessary presumption of legitimacy for the juridical safety of social and human relations regulated by the law — which is the higher value to be preserved in a legal system. But it does not mean that those decisions can't be the object of academic and even political debate, under a critical perspective.The right to freedom of expression and to free gathering are guaranteed by the 5th article of our Constitution as fundamental values of the democratic regime. The democratic principle is the constitutional rule that determines not only the adoption of decision by a social or legislative majority, but also — and especially — the protection of the rights of minorities…. To subtract the right to protest against the terms of any law, criminal or not, from part of the citizenry is to injure to death the democratic regime. It subtracts its meaning, and becomes an imperial act, unsuitable for a Legal Democratic State…. If the postulation for the revoking of a law is not safeguarded by the presumption of the right to free expression, which behaviors could be protected by this right? Am I able to express that I am against the current laws, but can't tell which of them and why?… Now a question starts: should pro-abortion demonstrations and other similar ones be also prohibited? Can it be understood as a promotion of abortion practice, which is a conduct listed in our criminal rule? If it can, the meaning of the Brazilian democracy will vanish.
The Marihuana March and the right to free expression, by Pedro Estavam SerranoÚltima Instância


Cannabis was brought to Brazil
by the first Africans arriving from Angola, and it's use and cultivation was encouraged by the Portuguese, which resulted in it being culturally assimilated by the mestizos and by some Indian groups. Medical use was also common, mostly during the second part of the 19th century, and even advertised in Brazilian medical journals up to the first years of the 20th century. Some commenters focused on the cultural aspects of the censorship.

Tal proibição numa cidade como Salvador, afronta um significado étnico e cultural do uso dessa planta, que é uma parte da herança cultural africana. Sobre esse aspecto assim se expressou Gilberto Freyre: “as tradições religiosas, como outras formas de cultura, ou de culturas negras, para cá transportadas, junto com a sombra das próprias árvores sagradas, com o cheiro das próprias plantas místicas – a maconha ou a diamba, por exemplo – é que vêm resistindo mais profundamente, no Brasil, à desafricanização. Muito mais do que o sangue, a cor e a forma dos homens. A Europa não as vencerá.” (Sobrados e Mucambos, 2003, p.797). Poderia Gilberto Freyre ser enquadrado como “apologista” da maconha?
Democracia Cultural e a Marcha da MaconhaBlog Oficial do Tio Tod

Such prohibition in a city like Salvador, insults the meaning of the ethnic and cultural use of this plant, which is part of the African cultural heritage. About this aspect, Gilberto Freyre [Brazilian sociologist, cultural anthropologist, historian, journalist and congressman] framed it this way: “the religious traditions, as other forms of culture, or black cultures, transported to here, along with the shadows of the sacred trees themselves, with the smell of the very mystical plants — the marijuana, or diamba, for example — are the ones that are resistent in a more profound way, in Brazil, to ‘disafricanization’. It is much more than the blood, the color and the form of the men. Europe won't win over them.” (Sobrados e Mucambos, 2003, p.797). Could Gilberto Freyre be framed as a marijuana use advocate?
Cultural Democracy and the Marihuana MarchBlog Oficial do Tio Tod

Recentemente, o Ministro da Cultura Gilberto Gil apresentou uma proposta p/ tombar a Ayahuasca, planta alucinógena que compõe o chá do Santo Daime, como patrimônio cultural nacional. Se a “Pequena Morte” pode, por que não a Manga Rosa, o Cabeça de Nego, o Cabrobó?… Enquanto não se chega a um consenso, e muito menos a uma solução p/ o problema, o presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, defende a liberdade de expressão como bem primordial de um Estado democrático: “O maior mal que se pode impor a um país é calar, censurar o pensamento.”
A marcha que não quer calarViva la Brasa

Recently, the Minister of Culture Gilberto Gil presented a proposal to register Ayahuasca, an psychoactive mix of plants that composes the Santo Daime and Hoasca tea, as a National Cultural Heritage. If the ‘small death‘ can, why not the ‘Manga Rosa’, the ‘Cabeça de Nego’ and the ‘Cabrobó’ [popular types of Brazilian marijuana]? …. While we don't reach a consensus, and even less a solution to the problem, the President of the Brazilian Bar Association Federal Council, Cezar Britto, defends the freedom of expression as a fundamental asset of a democratic state: “The biggest evil we can impose to a country is to mute, to censor thought”.
The march that wont’ muteViva la Brasa


The 20th century brought about
the spreading of the notion of the plant as a great danger to individuals and society, and also a surge of international agreements for the adjustment of national laws criminalizing the use of cannabis. Ecologia Cognitiva offers a good account and links showing how the the early Twentieth Century American movie industry played a key role in disseminating the new cultural references for the plant, and the ideological elements displayed by some commenters adds up to the notion that politics seems to play a role bigger than science when it comes down to defining how harmful cannabis really is.

Ao examinarmos os fatos percebemos claramente que os mais comuns e perigosos mitos e inverdades sobre a substância ilegal mais utilizada no mundo são concebidos e difundidos pelo governo americano, em desacordo com as descobertas oficiais… Em 1936 o filme Reefer Madness (vale à pena assistir) inaugura a perseguição mostrando como apenas uma tragada da fumaça maldita pode levar jovens sadios a uma escalada de violência e luxúria que resulta em morte e insanidade. Apesar da declaração de que os fatos narrados no filme não apresentavam nenhuma relação com pessoas ou situações reais, o filme explicita que cumpre a missão de informar a população incauta sobre o ‘novo inimigo público número um’ (veja ao lado)… O famoso estudo de 1972 da ‘National Commission on Marihuana and Drug Abuse’, formada por especialistas e congressistas convocados pelo então presidente Nixon, sugeria no relatório final que “deveríamos desenfatizar a maconha como um problema” e afirmava que “o uso de drogas por prazer ou outros motivos não-medicinais não são inerente irresponsáveis”. Tal resultado certamente não atendeu à agenda política da época e foi totalmente ignorado pelo governo — o período que se seguiu foi marcado por grande censura à pesquisa com psicoativos.
Em 1988, após 4 anos de estudos envolvendo centenas de testemunhas e milhares de páginas em documentação, Francis Young, Chefe do Depto. Jurídico do DEA publicou relatório onde sugeriu uma reclassificação de periculosidade da cannabis declarando: “é razoável concluir que existem utilizações seguras para a maconha sob supervisão médica — afirmar o contrário constitui claro erro de julgamento”. Novamente os estudos oficiais foram desconsiderados, e aproximadamente 10 anos depois o drug-czar do presidente Clinton (Barry Macfrey), afirma à imprensa que “não existe nenhum traço de evidência científica sobre segurança ou benefícios medicinais da maconha.”… Enquanto isso, na Europa, pesquisa encomendada pelo governo inglês em 1996 registrou parecer que também recomendava a reclassificação da substância, indicando que “os malefícios não devem ser superestimados: a cannabis não é venenosa e não apresenta algo grau de adição”. E o National Institute of Health (EUA) promoveu em 2001 workshop sobre as possíveis utilizações médicas da cannabis, e dentre as conclusões afirma que podem existir casos específicos de pacientes onde o uso da cannabis (a fumaça) supera em resultados os medicamentos que utilizam o princípio ativo (thc) em cápsulas.
Planta proibida, perseguição denunciadaEcologia Cognitiva

If we take a closer look to the facts, we clearly perceive that the most common and dangerous myths and lies about the most used illegal substance in the world are conceived and spread by the US government, in total disagreement with the official scientific findings…. The 1936 film Reefer Madness (worth watching) started the persecution by portraying how just one inhale of the ‘damn smoke’ can lead healthy young people to an escalation of violence and extravagance that results in death and insanity. In spite of the declaration that the facts narrated in the film do not have any relation with real persons or situations, the film is aimed to ‘inform’ the ‘unprotected’ population about the ‘new number 1 public enemy'…. The famous 1972 research from the ‘National Commission on Marihuana and Drug Abuse’, formed by specialists and congresspeople convened by then President Nixon, suggested in its final report that “we should de-emphasize marijuana as a problem” and affirmed that “drug uses for pleasure or other non-medical reasons are not intrinsically irresponsible”. These results did not gain attention in the political agenda at the time, and were totally ignored by the government and the following period was marked by great censorship of any research with psychoactive substances.

In 1988, after 4 years of study involving hundreds of testmonies and thousands of pages of documentation, Francis Young, DEA Administrative Law Judge published a report where he suggests reclassifying the dangerousness of cannabis, declaring: “it is reasonable to conclude that there exists safe uses for marijuana under medical supervision — to affirm the contrary is a clear error of judgement”. The official research was again not considered, and aproximately 10 years later President Clinton's drug-czar (Barry Macfrey), declared to the press that “there is no trace of scientific evidence about safety or medical beneficials of marijuana use.” …. Meanwhile, in Europe, research ordered by the British government in 1996 registered an opinion that recomended the reclassification of the substance, indicating that “the negative aspects of the use should not be exaggerated: cannabis is no poison, and does not represent a high addiction level”. And the National Institute of Health (US) has promoted a workshop about the possible medical uses of cannabis, and among the conclusions it affirms that there may be some specific cases where the use of cannabis (smoked) surpasses the results of the medicines which utilizes the active principle (thc) in capsules.
Prohibited plant, denounced persecutionEcologia Cognitiva

… Deputado Federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), ex-secretário de Segurança do Estado, que entrou com uma ação contra a passeata que resultou na sua proibição pela Justiça, contrapôs que o ato era ilegal, pois diligenciava em favor do uso da maconha: “A marcha foi criada para promover um crime, que é o consumo de drogas. Eu não sou contra a liberdade de expressão, mas essa discussão não deveria ser feita em local público, e sim em meios acadêmicos e no Congresso. Essa é um movimento de meia dúzia de burgueses que buscam satisfação pessoal para o seu vício”. O deputado Itagiba está coberto de razão, mas, coitado, não sabe com quem está lidando, ou sabe e não quer falar: pois é justamente no seio da “comunidade” acadêmica, no âmbito das ONGs ambientalistas e, de forma camuflada, nos bastidores dos partidos “progressistas” – e radicais – que se trama a luta pela descriminalização da droga e a sua posterior liberação. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Vaselina, e o governador Sérgio Cabral, leitor do “Estado e a Revolução” (de Lenin), dois produtos típicos do nosso meio “politicamente correto”, são favoráveis e laboram, sempre que possível, em função da sua descriminalização. A tese é a de que com a legalização da produção, comercialização, distribuição e o controle da droga pelo Estado, a violência que a cerca acabaria como num passe de mágica… O fato concreto é que nos últimos 50 anos a droga massificou-se em escala universal. E, paralelamente, tornou-se um negócio (porco) dos mais lucrativos do mundo, com renda global em torno dos US$ 800 bilhões anuais. Por trás dele estão as máfias internacionais, o crime organizado, os guerrilheiros das FARC, interesses ideológicos e revolucionários de todos os matizes, para não falar da própria polícia, dos políticos e de setores do poder judiciário – justamente as instituições que deveriam combater a ferro e fogo o narcotráfico.
A Marcha da MaconhaBlog sem Máscara

…[F]ederal representative Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), the former State Public Security Secretary who filed the suit against the demonstration — which resulted in its prohibition by the courts — declared that the march was illegal, as it promotes marijuana use: “The march was created to promote a crime, which is the consumption of drugs. I am not against freedom of expression, but this debate should not happen in a public space, but rather in the academic environment or in Congress. This is a movement of a dozen bourgeoisies who seek personal satisfaction through their own vices”. The representative Itagiba is fully right, but, poor man, he doesn't know who he is dealing with, or he rather knows it well but dosen't want to go deeper on the record: it is exactly amidst the academic “community”, and among the environmentalist NGOs, and in a disguised way, behind the scenes of the “progressive” — and radical — parties where the fight for drug decriminalization and further liberation is conceived. Ex-president Fernando Henrique Cardoso, the ‘vaseline’ [lubricant], and governor Sergio Cabral, a reader of “The State and the Revolution” (from Lenin), two typical byproducts of our ‘politically correct’ medium, are in favor of this move and work on its behalf whenever they find a chance. The thesis is that legalizing the production, commerce, distribution and control of the drug by the state, the violence around it would vanish in a magic touch…. The concrete fact is that in the last 50 years drugs have massively spread into an universal scale. Alongside, it has turned into one of the most lucrative businesses in the world, generating something around US$ 800 billion a year. International mobs and organized crime are behind it, but also the FARC's guerrillas, the ideological and revolutionary interests of all kinds, not to mention the very police, the politicians and sectors of the justice system — exactly the ones who should fiercely combat the drug dealing.
A Marcha da MaconhaBlog sem Máscara

One thing is certain: this year's edition of the Brazilian Marijuana March is to be remembered by activists from all the different positions of the spectrum. On one hand, it is the first time that the movement to legalize was spread across the country, and on the other, it is worth some reflection on what could be called a backfire in the repression strategy, as the issue earned even more visibility in the media. The two videos posted at Filipeta da Massa illustrate well the situation: the first is a brief documentary of the single legal March in Recife, Pernambuco and the other reports the negative reaction to the prohibition as shown on the main TV news program in Brazil.

Among the many different points-of-view, some people are just starting to approach the issue. For them, it seems illogical trying to understand something without having fair access to all sides of the debate. Kind of obvious, isn't it?

Sobre a marcha: fiquei sabendo há acho que faz duas ou três semanas e, assumo, achei ridículo. Imaginei que só teria um monte de gente que não quer saber de nada da vida, que acha que abala, fumando com a maior pose de ‘prenda-me se for capaz’. Mas, quando soube que, durante a marcha, o consumo da maconha não seria permitido, me esquivei. Esquivei porque senti que seria um negócio sério, mesmo que, obviamente, pessoas tipo citadas acima estariam lá estragando todo o ideal. No fundo eu achei que não fosse dar certo mesmo, a maconha é um grande tabu e ninguém – das pessoas ligadas à política – quer ser o primeiro a discutir sobre sua legalização. Eu não tenho uma opinião formada sobre isso. Lí um folhetinho sobre a marcha e não me convenci que isso deve ou não deve acontecer; tem seus problemas, tem seus benefícios, mas eu realmente não sei o que achar disso. Se fosse comprovado que iria diminuir o tráfico, eu até iria à marcha, defender de verdade a legalização, mas como isso é só uma dedução – mesmo que pareça lógico – e não uma certeza… De qualquer forma, barrar a manifestação foi o cúmulo do autoritarismo, e isso sim eu não apoio de verdade. O pior nessa história toda, é que ninguém sabe agumentar e respeitar. Todos têm suas opiniões a respeito, querem impô-las aos outros, mas não sabe ser pacifico e convincente para isso.
A história de como eu perdi um dente + A Marcha da MaconhaGrão de Estrelas

About the march: I came to know about it kind of 2 or 3 weeks ago, and I must confess that I found it ridiculous. I imagined that it would be a bunch of people who do not want anything from their lives, people who think they are great because of the drug, and that they would be smoking with that superior stand like saying ‘arrest me if you can’. But when I heard that there would be no use of the drug during the march, I backed off. I did it because I had the sense that it would be a serious initiative, even though the kind of people I've mentioned above would be there anyway, managing to ruin the good ideals of the initiative. Deep inside I thought it would not work, 'cause marijuana is a great taboo and nobody — from the people connected to politics — wants to be the first to debate its legalization. I don't have a formed opinion about this. I've read a little folder about the march and I am not convinced if this should happen or not, it has its problems, it could bring some benefits, but I really don't know what to say about it. If we could guarantee that the legalization would decrease the drug dealing, I would go to the march in order to truly support legalization, but as it is just a deduction — though a logic one — and not a sure thing… Anyway, the prohibition was an awful authoritarian decision, and such a thing will never have my support. The worst thing in this whole story is that nobody knows how to debate and be respectful. Everyone has their own opinion on the issue, and they just want to impose it over the others, but nobody knows how to be peaceful and convincing enough for that.
The story of how I lost a teeth + The Marijuana MarchGrão de Estrelas

2 comments

  • […] Brazil: The prohibited march that keeps marching Pt: Brasil: A marcha proibida que não pára de […]

  • Great article Jose. In Canada everyone goes to the parliament in the capital and smokes as a protest, it’s sad to hear that Brazil has taken such an anti-democratic stance on the discussion of marijuana (when on so many other topics they have progressive positions).

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