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Brazilian blogs on another airplane crash

While still facing a highly blogged crisis in its air traffic management, and not yet recovered from the crash of a Boeing-737 over the Amazon ten months ago, Brazil was shaken last week by yet another airplane disaster. On Tuesday, an Airbus-320 with 186 aboard slid off the runway at Congonhas city-airport in São Paulo, and ran across a busy highway during the evening rush hour to crash into a building and a gas station. The fire glow in the skyline shocked the 11 million people city.

2007.07.17_Acidente TAM 021
Photo by Nana-Chan at Flickr


As expected the blogosphere reacted promptly and strongly, closely following the media. Amidst the politically contaminated ‘blame-game’ that soon started, we could still find some sources dealing with real issues. The selected mosaic is composed by a meaningful report from a colleague of the deceased pilot talking about the experience of landing an Airbus in Congonhas these days; remarks from a specialist about ANAC's (National Civil Aviation Agency) current managers’ lack of experience; and Luis Nassif's recurrent comment about local media's crazy drive to politicize the coverage of every major national event.

Achei no fórum aonde participo que alguém pegou do Forum FSIM-BR
è chocante…mas é a realidade. Quem wescreve abaixo é um comandante de Airbus A320 da TAM:
Eu gostaria muito, na verdade eu daria tudo para ter no meu jump seat os (ir)responsáveis por esta crise que se arrasta há meses. Queria que eles vissem o anti-skid trabalhando, a aeronave escorregando para a lateral da pista. Queria que eles vissem as luzes da cabeceira oposta chegando rapidamente, e nós lá, sem poder fazer nada. Queria que eles sentissem a tremedeira que eu e meu copiloto sentimos quando livramos a pista lá na taxiway “E” (a última).
Comandante de A320 da TAM explicandoAviação vs. Imprensa

I've found it in a forum, where someone has taken from the FSIM-BR Forum. It is shocking but it is true. Who writes the text below is a commander of a TAM Airbus A320: “I really wish… in fact I would give anything to have in my jump seat those (ir)responsible for this crisis that has been going on for months. I wish they could see the anti-skid working, the airplane sliding to the side of the runaway. I wish they could see the headboard lights at the end of the runaway quickly coming, and we just sitting there with nothing else to do. I wish they could feel the shaking in me and in my copilot when we left the runaway on taxiway “E” (the last one).
Comandante de A320 da TAM explicandoAviação vs. Imprensa

Como já disse anteriormente , trabalhando durante muitos anos em companhias aéreas, muitos deles em cargos de contato direto com as diretorias das empresas e órgãos de administração (DAC, iNFRAERO,…) sei da complexidade do sistema. Sempre houve lobby das empresas aéreas, todas elas sempre tiveram em seus quadros de diretoria ou vice-presidência brigadeiros, coronéis e outras figuras importantes, mas do outro lado havia profissionais experientes, profundos conhecedores de todo o sistema… Cheguei a criticar os dirigentes da ANAC neste mesmo Blog porque, mesmo atuando durante muitos anos nesta área, nunca ouvira falar deles ou de fatos relevantes a eles relacionados a administração de qualquer segmento desta atividade de transporte.
Antonio Carlos comenta em ‘O Problema não é Marco Aurélio‘ – Luis Nassif Online

As I've said before, after working many years inside the airline sector and much of this time in direct contact with its directors and with governmental agencies’ managers (DAC, Infraero), I am totally aware of the complexity of the system. The airlines’ lobby always existed, and all of the companies had Brigadiers, Colonels and other important figures as directors or vice-presidents, but on the government's side of the table there were experimented professionals who had developed deep knowledge about the whole system… Having worked on the area for many years, I came to criticize ANAC's managers on this same blog because I've never heard about any of them or about any relevant facts that could be related to them in any branch of this transportation activity.
Antonio Carlos comenta em ‘O Problema não é Marco Aurélio‘ – Luis Nassif Online

A radicalização política está assumindo proporções assustadoras. Está se tornando um fenômeno amplo e que, a qualquer momento, pode fugir ao controle do bom senso… Tem-se um jogo, hoje em dia, em que se condena Lula por seus erros e por erros de terceiros; na outra ponta, se ataca José Serra meramente por ter divulgado o número de mortos. Acenam-se com cadáveres do Metrô contra os cadáveres da TAM. E toda essa luta para quê? Não estão em jogo projetos de país, modelos alternativos de desenvolvimento, princípios políticos e ideológicos. É um pega-pra-capar que tem a mesma falta de lógica dos efeitos-manada.
Radicalização IrresponsávelLuis Nassif Online

The political radicalization [in the media] is reaching frightening proportions. It is becoming an extensive phenomenon which can, at any time, run out of reasonable control… We have a game these days, where Lula is condemned by his errors and by the errors of others; on the other side, José Serra [São Paulo's mayor and opposition's main name] is attacked just for having divulged the number of deaths. They confront the corpses of the Metro [recent tunnel collapse in São Paulo, which killed seven people] against TAM's accident's corpses. What is this fight all about? They are not talking about a project for the country, alternative development models, political and ideological principles. It's just a scrimmage driven by the same lack of logic that fuels the crowd-effect.
Radicalização IrresponsávelLuis Nassif Online


While the blogs
were following the media, the media was trying to follow the blogs. In what seemed to be an attempt to deal with the audience as content generator, big portals like UOL encouraged ‘citizen participation’ by asking its readers/users for pictures from the disaster. The outcome was not good.

Vasculhe os blogs de jornalismo e verá a gafe cometida pelo UOL. Publicaram uma foto que era uma farsa e, adivinhem quem é o autor da imagem? Um leitor. Sim, é o tal do jornalismo colaborativo. É o que mostra a falta de noção e tato dos grandes veículos em lidar com essa nova forma de comunicação. Aliás, foi uma festa de “mande sua foto” pra lá e pra cá nos portais que dava até vergonha. Só faltava ter uma mensagem: “se você tiver fotos dos corpos carbonizados, envie que publicamos na home, estamos desesperados por uma dessas”.
O acidente da TAM e o jornalismo colaborativoPérolas das AI

Search the blogs on journalism and you will find the gaffe perpetrated by UOL. They published a fake picture and guess who was the author? A reader. Yes, that's the collaborative journalism you've heard about, resulting from the inability of big media in dealing with this new communication tool. By the way, it was a shameful festival of “send your picture” banners here and there on the big portals. We came close to have a banner like this: “you will make the home page if you happen to have pictures of the carbonized corpses.”
O acidente da TAM e o jornalismo colaborativoPérolas das AI

foto originalfoto montagem
original . . . . fake

Pois é, e no próprio discurso do erramos eles assumem como trabalham na reação e não na apuração, um dos princípios básicos do jornalismo. O fato também levanta aquela discussão de que o jornalista, apesar de trabalhar num ambiente digital, pouco conhece de imagem, vídeo e áudio, restringindo seu know how ao texto, apenas um dos elementos da multimídia, deixando os outros itens para os “especialistas”, já que isso “não é coisa para jornalista”. Um jornalista realmente digital identificaria ou ao menos suspeitaria da montagem feita. Contudo, foi preciso a entidade “os usuários”, aquela que a Marion Strecker, diretora de conteúdo do UOL, tanto criticou no Media On, para em 28 minutos identificar o erro que os jornalistas dela não identificaram e nem ao menos suspeitaram em praticamente 1 hora.
André de Abreu comenta em ‘UOL erra e assume: foto de acidente da TAM era montagem‘ – Intermezzo

[UOL's] acknowledgment speech makes it evident that they were reacting but not validating the information, which is one of the main principles in journalism. The episode also raises the fact that although working in a digital environment, journalists know very little about image, video and audio editing. They leave these issues to the “specialists” as “these are not journalist's stuff”, and restrict their expertise to the text – which is just one element of multimedia. A real digital journalist would identify or at least raise suspicions about the fake picture. However, it took 28 min. to the entity known as “the users” — the same one bashed by UOL's Content Director Marion Strecker at Media On — to identify an error that her journalists could not even suspect for almost 1 hour.
André de Abreu comenta em ‘UOL erra e assume: foto de acidente da TAM era montagem‘ – Intermezzo

Se a visão do UOL é de que o conteúdo colaborativo (ou gerado pelo usuário) nada mais é que um grande SHOW DE CALOUROS (nas palavras da diretora de conteúdo, Márion Strecker), é lógico que os caras não estão preparados para lidar com esse tipo de edição. Fico pasma como muita gente ainda acha que jornalismo colaborativo é “Joãozinho, vem comer”, viu? Trabalhar com jornalismo colaborativo é MUITO MAIS DIFÍCIL do que lidar com as práticas do jornalismo tradicional. Quando a mídia brasileira se der conta disso, talvez comece a fazer jornalismo colaborativo com o mínimo de decência.
Ana Brambilla comenta
em ‘UOL erra e assume: foto de acidente da TAM era montagem‘ – Intermezzo

If UOL's vision of collaborative content (or ‘user generated’) is nothing more than a big VARIETY SHOW (in the words of its content director, Marion Strecker), it is obvious that those people are not prepared to deal with this kind of editorial work. I am astonished by the people who still think that collaborative journalism is like “Johnny, come take your snack”. Working with collaborative journalism is MUCH HARDER than dealing with traditional media practices. Maybe when Brazilian media wakes up to this fact we will start having decent collaborative journalism.
Ana Brambilla comenta
em ‘UOL erra e assume: foto de acidente da TAM era montagem‘ – Intermezzo


With so many bloggers
following the issue of the aerial crisis in Brazil, it's no surprise that we end up with a campaign. This time it is an attempt to deactivate the Congonhas city-airport in São Paulo, and it is gathering some support in the blogosphere. It will be good to follow the results of such campaign and see how many travelers, in the name of safety, are able to give up the comfort of reaching the airport in less than 30 minutes. As campaigners know well, the time is right to explore the possibilities of such a move.

Congonhas NãoMuita gente a favor, mas como não podia deixar de ser, alguns contra. Se você é a favor, divulgue. Se é contra, vale lembrar que essa campanha tem três objetivos: 1. Desmotivar o público a voar por Congonhas até que estejam claramente definidos os riscos que o aeroporto apresenta… 2. Incentivar as autoridades a pensar numa alternativa para Congonhas. 3. Evidentemente que o chamado “Apagão Aéreo” é muito mais grave do que Congonhas. Mas Congonhas representa um risco iminente e está ao nosso alcance mudar. Quantas vezes você ouviu dizer que “os argentinos fazem panelaços e a gente não?”. Pois bem, está na hora de batermos essa panela.
CGH Não. Porque participar?Update or Die

Many are in favor of it, but as we could expect, some are against our campaign. If you are in favor, spread the word about it. If you are against it, let me remind you that this campaign has 3 main goals: 1. discourage people to fly through Congonhas until we have clear information about the city-airport's risks… 2. stimulate authorities to think about an alternative to Congonhas… 3. It's obvious that Congonhas is just part of the aerial blackout, but it represents an eminent risk, and it is at our reach to do something about it. How many times you've heard that “the argentineans make their protests and we don't?”. The time has come for us to make our protest.
CGH Não. Porque participar?Update or Die

Segundo os autores, não importa se foi falha técnica ou erro humano, Congonhas se tornou inviável, pois não existe área de escape e os aviões estão cada vez maiores, o que fará com que logo mais tragédias ocorram. “Ou se fecha Congonhas, ou se executa um gigantesco projeto de reurbanizaçao na regiao criando áreas de escape razoáveis” – revindicam os autores.
Congonhas NãoAh! Conta Outra!

According to the authors of the campaign, no matter if the cause was technical failure or human error, Congonhas has become impracticable cause there is no enough scape area and the airplanes are becoming bigger, which will surely lead to other tragedies. “Either we close Congonhas, or we start a big reconstruction project to create reasonable scape areas”, demand the authors.
Congonhas NãoAh! Conta Outra!

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