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Lusosphere: Reporting Carnival

After four days of official Carnival revelry — and seven weeks of regular preparations and rehearsals since the year started — Brazilians will finally start thinking about getting back to work. The interested reader will be pleased to see how blogs are full of accounts describing street celebrations and links to pictures, audio and video files all over the net. Indeed, to navigate through the visual reports of Brazilian streets during Carnival time can be a fascinating experience to world audiences, but a deeper look will evidence how the spectacular images can cloud some subtle but important local debates over the very concept of the celebration. In times of augmented citizen participation in reporting events trough web 2.0 services and blogging activity, will the mainstream media exhibition format of the Brazilian Carnival endure?

Se você é um daqueles que só conhece carnaval pelo que a TV mostra, provavelmente odeia tanto quanto eu odiava… Vai viajar? Esqueça o Rio e a Bahia. Esses dois carnavais podem ter seus valores, mas tudo virou uma grande indústria com músicas e bandinhas da moda e o folião virou consumidor de fantasias e abadás em troca de uma chance de aparecer durante 3 segundos na Globo ou ganhar “sapinho” dentro de um cordão de isolamento acompanhado do barulho incrível de um trio elétrico. Se for viajar escolha Recife/Olinda, são os únicos lugares onde há opções para quem gosta de blocos, frevo, maracatu, marchinhas, MPB, manguebeat, samba de raiz, coco de roda, ciranda, rock independente, funk, forró, caboclinho… É o famoso carnaval multicultural.
Vai viajar? Esqueça o Rio e a BahiaRodrigo Muniz

If you are one of those who have always experienced Carnival through the TV, probably you hate it as much as I used to do… Are you gonna travel? Forget Rio de Janeiro and Salvador. These two Carnivals may still have it's own value, but the whole thing turned out into an industry model with fashion bands and music, and the citizen is just a consumer of fantasies and ‘abadas’ [uniforms used by blocks members] in exchange for a mere 3 seconds exposure on Globo TV or maybe a ‘sapinho’ [yeast infection] earned in a stolen kiss inside the isolation lace to the sound of an incredibly high volume ‘trio elétrico’. If you are going to travel pick Recife/Olinda, the only places for people who like blocks, ‘frevo’, ‘maracatu’, ‘marchinhas’, MPB [Brazilian Popular Music], ‘manguebeat’, root samba, ‘coco de roda’, ‘ciranda’, independent rock, funk, ‘forro’, ‘caboclinho'…[the many Carnival modes and rythms] It is the famous multicultural carnival.
Traveling? Forget about Rio and BahiaRodrigo Muniz

Multicultural Carnival in Olinda

Um dos fatos mais lamentáveis neste carnaval foi a expulsão da sambista, compositora e mangueirense, Beth Carvalho do alto de um carro alegórico… A declaração de Max Lopes, carnavalesco da mangueira, é ainda mais emblemática e reforça a situação. Ele disse ao vivo em entrevista à TV Globo, que não poderia retirar do carro uma pessoa que pagou caro por uma fantasia e para desfilar… As escolas cariocas não são mais uma manifestação de suas próprias comunidades, mas sim um produto ou serviço, onde quem paga mais tem mais conforto e prestígio. E como se fosse um grande hotel de luxo. Quem tem mais dinheiro, ganha mais bajulação.
Por uma outra festa popularLiberdade Digital

One of the saddest episodes in this Carnival [in Rio de Janeiro, during the samba schools parade] was the expulsion of samba singer, composer and long time Mangueira [famous samba school] supporter Beth Carvalho from one of the allegoric parade cars… An emblematic declaration from Mangueira's carnival manager reinforced the weirdness in the situation. During a live interview to Globo TV he said he could not displace someone who have paid a lot of money for the costume and for the right to be there… The ‘carioca’ [from Rio de Janeiro] samba schools do not resemble the communities from where they have emerged any more, looking more like a product or service where who pays more earns more comfort and prestige. It is like a big luxury hotel. The ones with the money, get more cudled.
For one other popular celebrationLiberdade Digital

Mas eis que eu, já meio cansado de aventuras, resolvi curtir o carnaval num dos camarotes daqui. O mais acessível financeiramente, mais próximo do fim do percurso Barra – Ondina – uma grande vantagem em si, os daqui sabem o que eu falo – e o que parcelava em 10 x no cartão de crédito. Era um presente pra minha esposa; ela gosta da folia. Não tinha como eu me sentir entrosado. Um bando de mauricinhos, patricinhas, playboys, gringos gente boa e outros “pero no mucho”, povoavam o espaçoso local. Era realmente grande, com uma puta estrutura bem montada… Havia um restaurante japonês – o Takê, muito elogiado por todos – garçons atenciosos, internet, massagistas, lanchonetes, cinema, um animador despreparado, boate, uns caras e moças fantasiados de anjo, entre outras coisas. Quase um shopping. E foi assim que me senti. Dentro de um vasto shopping. Asséptico demais; com a frieza e a impessoalidade características das praças de alimentação, com aqueles garotões passeando entre vitrines, enquanto mastigam seus hamburgueres.
A violência no carnaval e outras ondasGustavo Rios – Overmundo

It happened that I, myself, already tired of adventures, decided to enjoy this year's Carnival in one of the Vip Lounges here [Salvador, Bahia]. I manage to chose the one which was financially accessible, closer to the ‘Barra / Ondina’ track — which is a great advantage, and the locals will know what I am talking about — the one which could be paid in 10 times on the credit card. It was a gift to my wife, as she loves the Carnival. But there was no way I could fit in the circumstance. The spacey place was filled with lots of playboys and playgirls, and friendly ‘gringos’, while others not so friendly. It was really big, and seemed like a well planned and organized setting… There was a Japanese restaurant, amiable waiters, internet connection, fast food, cinemas, an unpracticed entertainer, a night club, some guys and girls in angels costumes, among other things. Almost a mall. And that was exactly how I felt about it: being inside a big shopping center. Too clean and unpassioned, with the cold and detached atmosphere of a mall food plaza, filled with those grown-up boys walking through show windows while eating hamburguers.
Violence in Carnival and other wavesGustavo Rios – Overmundo

Hoje o Carnaval de Olinda é, sem dúvidas, a maior e mais autêntica festa popular do Brasil. É a única forma de reunir toda a diversidade da região nas ruas, sem que o folião precise ter dinheiro para brincar ou que existam camarotes que privilegiem os mais afortunados do dinheiro. O carnaval de Olinda, em tempos de mercantilização e espetacularização das culturas populares, é festa popular e participativa… A principal e simples medida que a administração pública adotou, além da construção de um amplo plano de comunicação e organização da folia foi a proibição da utilização de qualquer tipo de som eletrônico nos espaços públicos durante os dias de festa… Salvador, que tem ainda o carnaval mais famoso do nordeste, vem perdendo espaço devido à sua descaracterização enquanto festa popular.
Olinda encontra financiamento privado sem perder festa democráticaCarta Maior – via Síndrome de Estocolmo

Olinda's Carnival today is certainly the biggest and more authentic popular celebration in Brazil. It is the only way to gather in the streets all the cultural diversity available in the region, without asking money from the people who comes to attend the party or building vip boxes for those full of money. Olinda's Carnival is indeed a popular and participative celebration in a time when popular culture displays in general have been formatted by commercial and spectacle-driven influences… The main and simple measure adopted by the public administration, aside the huge communication and organization plan to support the celebrations, was prohibiting the use of any electronic sound in public spaces during the days of Carnival… Salvador, the city which still holds big fame for its street Carnival, is quickly losing space due to the transformation of its popular manifestations.
Olinda finds private funding without losing democratic celebrationCarta Maior – via Síndrome de Estocolmo

Another aspect
which always earns attention and fuels heated debates during Carnival time in Brazil is the exposition of nude bodies, and the carnality manifested by participants during the celebrations. Dating back to its Greek origins and traveling through centuries of Catholic influence, Carnival has come to be seen as one last gasp of music, food, alcohol, and sex before Lent — the forty days period after Ash Wednesday until Easter. The word itself comes from Latin, “Carne Vale” or “Farewell to the Flesh”. Make sense, doesn't it? Check it out on the links and quotes below.

O que se vê são festas de sexo rolando à vontade nos bailes de carnaval no Rio de Janeiro e em São Paulo, sacanagem que não acaba mais em Salvador, Recife, Olinda… Mulher pelada é o que não falta no carnaval do Brasil. E sempre foi assim, não vai ser agora que vai mudar. Está sendo assim agora em 2007, mas no Carnaval de 2008, 2009, 2010, etc também vai. O lema é beijar na boca e ninguém é de ninguém. A cultura que se estabeleceu é a do “aproveite enquanto é tempo, é só agora no carnaval mesmo, ninguém vai ligar se você estiver com 1 aqui e outro(a) daqui a pouco”. E isto tem rendido beijos e mais beijos, sexo e mais sexo… Não é atoa que em Novembro/Dezembro é o mês em que mais se nasce crianças no Brasil. tem mais fotos proibidas da luxúria de carnaval no Terra. Tá explicado porque o Brasil só funciona depois do carnaval.
Carnaval: Tempos de beijo na boca e sexo livreImperador

What we do see are sex celebrations happening at will on these carnival gatherings in Rio de Janeiro and in Sao Paulo, endless lechery in Salvador, Recife, Olinda… Naked women is something that will never be scarce in Brazil's Carnival. It's been always like this, and it won't change now. It is happening now in 2007, and it will the same in 2008, 2009 and 2010. The motto is ‘kiss on the mouth’ and ‘nobody is nobody's’. The established culture here is to ‘do it while it is carnival time, as nobody will mind if you are with someone here now, and with another one in the next moment’. This culture has brought forth kisses and more kisses, sex and more sex… It is not a coincidence that November / December are the months when more children are born in Brazil. This is a good explanation for the fact that the Brazilian working year starts only after Carnival.
Carnival: times of kiss on the mouth and free sexImperador

Beijo RoubadoAcontece que no último sábado assisti o Jornal Hoje, e fiquei perplexo com uma reportagem, entitulada Beijo roubado. A reportagem em “modo texto” você confere aqui, e o vídeo (recomendo pela deprimência do material), neste link. Posso ser careta por achar que o beijo é algo íntimo, o qual só deve ser dado quando há algo mais entre duas pessoas. Todavia, acredito que, mesmo que eu fosse liberal, e achasse as tais “ficadas” de hoje em dia normais, mesmo assim o que se vê nesta reportagem me embrulharia o estômago. Depois de assistí-la, e passado o espanto, confesso que fiquei um tiquinho mais triste por morar num lugar que é mundialmente conhecido como o “país do carnaval”.
Mais um motivo que justifica meu repúdio ao carnavalRodrigo Ghedin

It happened that last Saturday I watched ‘Jornal Hoje’ and got astounded by a report entitled ‘Stolen Kiss’. The text mode can be seen here, and the video (I suggest it for its licentiousness) in this link. You can call me outmoded for thinking that kissing is an intimate act, that should be done when there is ‘something more’ between two persons. However, I believe that even if I was more broad-minded as to see those quick affairs of today as normal, even then this report would have made me sick. After seeing it, as soon as I got over my astonishment I confess that I got a little sad about living in a place worldly known as the “country of Carnival”.
One more reason justifying my repulse to carnivalRodrigo Ghedin

Mas meu amor, há que se ficar bêbado, ligeiramente insano! Há que se perder a percepção rígida sobre tudo, sobre o que a psique grita: Não! Há que se perder no ritmo. Sou, somos seres rítmicos. Há que se fluir, sentir apenas, dançar com vultos irreconhecíveis e músicas comuns, tão nossas! Dançar, pular, arriscar ser e saber o que se sabe que és, mas deixas resguardado!
Mas, meu

Nevertheless my love, got to get drunk, slightly insane! Got to lose the rigid notion about everything, about what the psique screams: No! Got to get lost in the rhythm. I am, we are rhythmic beings. Got to let it flow, just feeling, to dance with unrecognizable faces to the sound of common tunes, our tunes! To dance, to jump, to risk being yourself and knowing what it is known to be, but which you keep safe!
But, my

Enquanto escrevo, as mulheres que desfilarão daqui algumas horas no sambódromo do Rio de Janeiro estão preparando os seus corpos, as grandes estrelas da noite. Após meses de malhação diária, massagens estéticas, aulas de samba, ensaios e provas das minúsculas fantasias. As celebridades orgulham-se em divulgar dietas e descrever os tratamentos corporais aos quais se sacrificaram. Os corpos agora são sendo despidos, depilados. Óleos e purpurina são cuidadosamente aplicados para que brilhem mais e atraiam mais olhares. As mulheres descrevem tudo extasiadas. A brasileira se mostra sensual, bonita, dócil e fácil. Os corpos lindos au naturel balançando de um lado para o outro, convidando sensualmente. Tudo muito “natural”. A mulher, no carnaval do Rio de Janeiro, contribuí imensamente para essa culto ao corpo brutal que temos no Brasil. Alimenta, também, a objetificação do corpo feminino que não apenas presenciamos na propaganda, mas também no próprio corportamento da sociedade. Afinal, no carnaval, ela mostra que seus atrativos não passam de coxas, peitos e bundas. Não é de se espantar que o mundo pare para olhar — curiosamente — para esse fenômeno.
O carnaval e o corpo femininoPúblico & Privado

While I write here, the women who in a few hours from now will parade in the ‘sambodromo’ in Rio de Janeiro are preparing their bodies, the great stars of the night — after months of daily workout, esthetic massages, samba lessons, rehearsals and proof sessions of their minuscule costumes. The celebrities are proud in disclosing diets and body treatments they have gone through. Their bodies are now being undressed and depilated. Oils and purpurine are carefully applied so that the glowing bodies can attract even more eyeballs, and the women get all excited in describing all that. The Brazilian woman performs the sensual, beautiful, pleasing and easy female. The wonderful bodies ‘au naturel’ moving from one side to the other, sensually inviting. Everything so ‘natural’. The woman in Rio de Janeiro's Carnival is a great supporter of this brutal cult of fitness we now have in Brazil. She also feeds the idea of the feminine body as an object, which reflects today on the advertisement industry and also in social behaviors. After all, during the Carnival she is able to show that her appeals are nothing more than thighs, hips and butts. We can't get alarmed if the world stops to curiously watch this phenomenon.
Carnival and the feminine bodyPúblico & Privado

People in some parts
of the world as Portugal doesn't just stop and watch the Brazilian Carnival, but also take it as an inspiration and a model to celebrate the season. As we will see below, the phenomenon of cloning the colony's carnival is not rendering positive comments from Portuguese bloggers. From the other side, the language connections between Brazil and Portugal were sang by Mangueira [one of the biggest samba schools in the country] as it's central theme and samba for this year's parade in the ‘sambodromo’ in Rio de Janeiro. The experience of parading with Mangueira is described from inside by a blogger.

O Carnaval já não é como antigamente. Acho triste não se viver o Carnaval à portuguesa e insistir-se em imitar os brasileiros. Mas porque é que insistem em vestir tangas douradas e com lantejoulas e meterem-se ao frio?Para imitar os brasileiros?Já reparam que aqui é Inverno e lá é Verão? Oh gente, tenham juízo e vistam-se. Vão brincar ao Carnaval como deve ser. Mascarem-se, façam partidas, brinquem e deixem-se de brasileirices.
CarnavalNum Lugar Perdido

The Carnival is not as it used to be anymore. I think it is sad not to experience the Carnival in the Portuguese way, and to insist in imitating the Brazilians. Why is it that they insist to wear those golden bikinis and to get out in the cold? Just to mimic the Brazilians? Are they aware that here is winter while it is summer there? Hey people, get some sense and dress yourself. Go play the Carnival as it should be. Use masks, play games, and forget about these ‘brasileirices’.
CarnivalNum Lugar Perdido

No dizer de um responsável pela Figueira Grande Turismo, o corso carnavalesco da Figueira da Foz/Buarcos está “cada vez mais português”. Como acreditar, quando dezenas de bem abonadas moçoilas lusas, fingindo ser tropicais mulatinhas, desfilam descascadas, em pleno inverno, tiritando de frio ao vento soprado do Atlântico, a 10º C de temperatura ambiente, com a provinciana ilusão de estarem em pleno verão carioca, a trinta e muitos graus centígrados?
Um carnaval cada vez mais português?quintopoder

In a saying from the man on charge of Figueira Grande Turismo, the Carnival from Figueira da Foz / Buarcos is “each time more Portuguese”. How to believe that when dozens of gifted luso girls pretending to be tropical mulatas parade undressed in the open winter, shaking of cold under the Atlantic wind and the temperature of 10º C, hanging on the illusion of being in the middle of the ‘carioca’ [from Rio de Janeiro] summer, under thirty many grades?
An each time more Portuguese carnival?quintopoder

Maravilhosa. Com um enredo sobre a língua portuguesa, levantou a arquibancada. “Vem no vira da Mangueira, vem sambar / Meu idioma tem o dom de transformar / Faz do palácio do samba uma casa portuguesa / É uma casa portuguesa com certeza”
Carnaval 2007 – MangueiraDiário de Lisboa

Wonderfull. With a theme based on the Portuguese language, [Mangueira] got a standing ovation. “Come in the Mangueira's ‘vira’, come to the samba / My language has the power to transform / Turn the Sampa Palace into a Portuguese House / It is a Portuguese House for sure”
Carnival 2007 – MangueiraDiário de Lisboa

Um trecho do desfile da Mangueira, especialmente para os nossos amigos gringos.
Em ritmo de carnaval – parte 5Seleção: Youtube

Falando em língua portuguesa no contexto desse festejo popular, não posso deixar de lado a Estação Primeira de Mangueira, cujo samba exaltava nossa língua. Aliás, não há como eu deixar mesmo de lado pois fui integrante de uma das alas. Após 3h vestido com uma “armadura”, digo fantasia de “índio penoso”, em plena Pres. Vargas, entramos na Marquês de Sapucaí. Minha noiva e eu, após os fogos verde e rosa no céu, caímos no samba e fomos saudados pela multidão ali presente. Fizemos o que pudemos com aquelas penas no corpo e tucanos como esplendor. Apesar da beleza e sensação única, sofremos naqueles momentos de concentração. Quase fomos atropelados por carros alegóricos, pois havia falta de organização e informações por parte dos dirigentes e, claro, muita gente desfalecendo pelo calor, longa espera e fantasias quentes. Mas, é carnaval. É Brasil. Bola frente que atrás já vem mais uma ala.
CarnavalCaderno do Rafael

Talking about Portuguese language in the context of this popular celebration, I can't fail to mention the ‘Estação Primeira de Mangueira’ [Mangueira's full name] which praised our language in its samba theme. Indeed, there is no way I can fail to mention it as I participated in one of the blocks in the parade. After waiting three hours dressed in ‘armor’, or should I say, a ‘feathered Indian’ costume in the middle of Pres. Vargas Avenue, we entered ‘Marquês de Sapucai’ [the sambodrome]. My fiancé and I, right after the green and pink [Mangueira's colors] fireworks exploded in the sky, we fell in the samba and were saluted by the crowd standing there. We did what we could with all those feathers all over our bodies. Despite the magnificent spectacle and the unique sensation, we did suffer during the waiting in the concentration. We were almost run over by allegoric cars, due to problems in organization and communication from the part of the carnival managers, and there were lots of people suffering with the heat, the long wait, and the hot costumes. But, this is Carnival. It is Brazil. Kick the ball ahead cause another block is coming from behind.
CarnivalCaderno do Rafael

While almost everybody
in the country is looking for the best way to perform their personal amount of sins for the season, some still find better use of their time in front of computer monitors. That doesn't necessarily mean that they are running from the celebrations, as we can se by the Carnival events scheduled to happen in Second Life.

Carnival in Second Life

Se você gosta de Carnaval, mas por algum motivo não poderá prestigiar sua escola favorita na avenida, o computador pode ser uma saída. A festa mais brasileira do ano rola de forma virtual em diferentes locais na rede social Second Life. Uma das opções para os foliões conectados é o evento do iG, que acontece das 22h de sábado às 2h de domingo, em local divulgado no grupo “Carnaval iG 2007”. Os avatares poderão se divertir com diversos modelos de fantasias (distribuídas gratuitamente) e bebida à vontade ao som, é claro, de um trio-elétrico. A festa ainda transmitirá, em telões, a festa real do Carnaval de Salvador, na Bahia. Já os frequentadores da Ilha São Paulo (local que já abriga diretórios do partido PSDB e da marca Cavalera) poderão participar de mais desfiles, que acontecerão sempre à partir das 21h, durante todo o feriado. Para quem não é muito fã de samba e afins, os organizadores prometem apresentações de DJs famosos.
Second Life sediará desfiles de carnavalFatalNet

If you do like Carnival, but for any reason won't be able to support your favorite samba school in the avenue, the computer can be an alternative. The most Brazilian of all celebrations will happen in virtual mode in different places of the social network Second Life. One option for the connected party-goers is IG's event, which will happen from Saturday at 22 hs. to Sunday's at 2 hs., in an address informed through the group ‘Carnival IG 2007′. The avatars will be able to have fun with many costumes models (freely available) and an open bar energized by the sound of a ‘trio eletrico’. There will be big screens displaying the real celebration live from Salvador, in Bahia. Second lifers used to hang around Sao Paulo Island — a place now sheltering PSDB party units and stores of the fashion brand Cavalera — will have the chance to participate in other parades, which will happen everyday starting at 21hs, during the whole holyday. For those who are not samba fans, the event organizers are promising presentations of famous DJs.
Second Life will host carnival paradesFatalNet

After visiting Recife
on the eve of Carnival, and feeling the pulse of an open and energetic celebration powered by people like you and me, in the middle of regular streets, I started to believe in Carnival. But then the TV formatted Brazilian carnival I grew up watching, the one which is still broadcasted as a world class show, sounded even more artificial and monotonous. In this situation, I could only take advantage of being part of such a dynamic and creative community as the Brazilian blogosphere, which is able to share solutions to solve every blogger's problem.

Hoje 10% da população do Brasil têm blogs, sites, programas de TV ou escrevem nos jornais. Os outros 90% são pessoas normais, ou seja, contempladas com o analfabetismo e um pouco de miséria econômica. Para essa minoria talentosa e que domina o mundo, o carnaval deixou de ser uma festa prazerosa. Isso porque eles precisam narrar em seus artigos absolutamente tudo o que estão vendo na avenida ou nos trios de Salvador. Para facilitar a folia, o sítio MPNM criou um sistema prático e infalível para aliviar o árduo trabalho dos internautas e articulistas. Graças ao “Artigo Fast-Food de Carnaval” você pode publicar em seus textos impressões próprias e ainda optar por uma linguagem culta e dinâmica. E sem precisar se preocupar em perder muito tempo – basta preencher as lacunas. Todo ano é a mesma coisa. Pra que ser criativo, esperto e inédito? Deixe sua página na Internet atualizada sem gastar mais do que dois neurônios. Aproveite a promoção. Selecione o texto abaixo, aperte Control+C, vá até o local em que você deseja ver seu artigo publicado, tecle um Control+V, escreva as lacunas da maneira que achar mais adequada e publique.

“Carnaval é folia para espírito e corpo

Por ____________

Estou em _________ curtindo o principal e melhor carnaval do país. Só quem já enfrentou o _____________ sabe a loucura que são esses quatro dias….
Copie aqui seu artigo sobre o carnavalMacho pero no mucho

Today, almost 10% of the Brazilian population own blogs, websites, TV shows or write to newspapers. The other 90% are just normal people, or should we say, people gifted with illiteracy and some kind of economic misery. From the point of view of this talented world-dominating minority, Carnival is not a pleasant celebration any more. This happens because they need to narrate in their articles absolutely everything they are seeing in the Avenue [Sambodrome in Rio] or in Salvador's trios eletricos. In order to ease blogger's Carnival time, our site has created an easy and infallible system to facilitate the tough work of internauts and writers. With the “Carnival Fast-Food Article” you can publish some personal impressions in your text and still opt for a dynamic and cult language. And you don't have to waste time — just fill the blanks. Every year it is the same thing. No need to be creative, smart or authentic. Update your Internet page without using more than two neurons. Take advantage of the promotion. Select the text below, press Ctrl+C, go to the place where you want to publish your article, press Ctrl+V, fill the blanks as you feel like, and publish.

“Carnival is a celebration for the spirit and the body

By ___________

I am in _____________ enjoying the main and best Carnival in the country. Only those who have gone through the ______________ can tell about the crazyness of these four days…
Copie aqui seu artigo sobre o carnavalMacho pero no mucho


  • Global Voice: Thanks for linking my blog and translating my text. I am not sure what your organisation is about but will check it out when I have more time later on!
    Cris S. (público&privado)

  • ola, sou o dono do!!!
    voces querem fazer uma parceria conosco??

  • […] É claro que, para o alívio dos meus 3 leitores, têm posts que foram escritos em 3 minutos e falam das coisas mais diversas — simplesmente o que vem à cabeça. E não acho que esses posts tenham menos valor: o meu post sobre a minha paixão por lavanda é bem pessoal e ainda recebe comentários. Outro post que eu escrevi rapidamente foi sobre a imagem da mulher no carnaval brasileiro, que acabou por receber a atenção do Global Voices, algo muito legal. […]

  • […] Lusosphere: Reporting Carnival – Violence in Carnival and other waves – Gustavo Rios – Overmundo Hoje o Carnaval de Olinda é, sem dúvidas, a maior e mais autêntica festa popular do Brasil. É a única … O Carnaval já não é como antigamente. Acho triste não se viver o … […]

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