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Lusosphere reactions to the world most blogged conflict

IsraelThe conflict between Israel and Hezbollah in Lebanon is shaking the blogosphere. The effects can be felt all over and as conversations arise everywhere, Lusophone bloggers aren't excluded. It is important to mention that Brazil is home to the biggest Lebanese diaspora population — some 8 million of Lebanese descent are living in this Portuguese speaking country; about two times the population in Lebanon right now! This fact alone is already a hot topic as we can see below.

A guerra já matou vários brasileiros.Na terça-feira, faltando 15 dias para voltar ao Brasil, morreu o garoto Bassel Termos,de 7 anos. A casa de parentes na cidade de Talousa,onde ele passava férias,foi atingida pelo bombar-deio israelense.De acordo com o tio do ga-roto, Mohamed Termos,que mora em Foz do Iguaçu, Paraná, ele terá de ser enterrado no Líbano mesmo.“Não tem aeroporto,estradas, nada funciona direito.Nem sabemos quando vai ser enterrado ”,afirma Mohamed.
Até onde vai a guerra?the passira news

The war has already killed many Brazilians. On Tuesday died the 7 year old Bassel Termos, who would be coming back to Brazil in 15 days. His parents house where he was spending vacation was hit by the Israeli bombing. According to the kid's uncle, Mohamed Termos, who lives in Foz do Iguaçu, Paraná state, he will be buried in Lebanon. ‘There is no airport, no roads, nothing is functioning. We don't even know when he will be buried’, says Mohamed.

O Brasil tem tal força integradora multicultural que dissolve todas as nacionalidades e raças (com exceção de uma). Os brasileiros de origem libanesa, se contados por terem pelo menos um lado libanês (como eu) atingem 16 milhões. De sobrenome libanês as melhores estimativas dão como 7 a 8 milhões. É uma população extremamente representativa, mas que não está presente nos conselhos da diáspora, congregada em torno da União Libanesa Mundial com sede no México, onde há só um desconhecido brasileiro. Talvez seja essa uma força e uma fraqueza do Líbano. Os libaneses se integram tão bem que esquecem as raízes, especialmente no Brasil.
O bombardeio do Líbano, by reader André AraújoLuis Nassif

Brazil has such multicultural integrating power that dissolves all nationalities and races (with just one exception). The Lebanese Brazilians, if counted the ones with one Lebanese side (like myself), reach 16 million. The best guess based on Lebanese surnames counts around seven to eight million. It is an extremely representative population, but which has no presence in the diaspora councils congregated around the World Lebanese Cultural Union based in Mexico, where there is only one unknown Brazilian. Maybe this is a Lebanese strength and at the same time a weakness: integration is so easy that they forget their roots, specially in Brazil.

Não vou aqui discutir as razões do conflito, quem esta certo ou errado. Na verdade vou falar sobre o que aconteceu comigo: no momento em que vi o noticiário falando sobre o conflito, corri ao computador para tentar entrar em contato com meus primos, que moram no Líbano. Esses meus primos tem uma história curiosa: “encontrei-os” a menos de 1 ano. Pude “conhecê-los”, meu primo e minha prima, pela internet: ele procurava pelo restante da família, que se dispersou pelo mundo, e colocou o nosso sobrenome no google. Logo me encontrou, e me mandou um email falando sobre a parte da família que se encontrava no Líbano. Por fotos, pude conhecer meus priminhos, filhos deles, e por email meu avô pode manter contato com o primo dele (pai dos meus primos), que ele não via há anos. Desde então conversamos pela internet, em um parco porém entendível inglês.
O Conflito entre Israel e Líbano: sofrimento de inocentesPensamenteando

I won't debate here the reasons around the conflict, who is right or who is wrong. I will talk about what happened with me: in the moment I saw the news about the conflict, I ran to the computer in order to contact my cousins who live in Lebanon. There is an interesting story around these cousins: i ‘found’ them like a year ago. I've come to ‘know’ them through the Internet: they were searching for the rest of the family that have dispersed around the world, and googled our family name. They soon found us, and sent an email talking about the part of the family that stayed in Lebanon. Then I could ‘meet’ my little cousins, their kids, and my grandfather could contact his cousin (their father) with whom he lost contact many years ago. Since then, we've been talking on the Internet in a faulty but understandable English.

It is becoming a pattern that every major worldwide event somehow boosts the blogosphere numbers. There are many reports about new blogs starting as a result of the buzz over the ever increasing influence of personal journals in the media narratives. This time the main feature is the enabled conversation between the civil population of the countries involved in the conflict, which sheds new light to the human perspective that used to be hidden by media strategies in times of war.

Uma notícia se destacou e não foi a do bebê rechonchudo carbonizado,vítima de um ataque de Israel, nos braços de um homem que saiu nas capas dos principais jornais. Foi aquela que se deu sobre a existência de jovens de ambos os lados relatando seus dramas na rede mundial de computadores através de bloggs que recebem comentários de outros jovens árabes, sírios, libaneses, judeus, cristãos… O cotidiano da guerra apresentado na escrita consciente desses jovens nos distancia das cenas enfumaçadas dos destroços de prédios em flashes no noticiário noturno da tv. E o que dizem sobre o fenômeno Oriente Médio nos aproxima, a todos, e nos coloca diante do semelhante, sem exotismos nem folklorismos bloggalizai-vos!
Primeiro post!Desabafos, crônicas e impressões

There were some reports that called my attention, and it was not the ones about the burned baby victim of a Israeli attack in the arms of a soldier which was on the cover of the main newspapers. The interesting one was about the existence of young people from both sides reporting about their personal dramas in the worldwide computer network through blogs, which are then commented by other youths: Arabs, Syrians, Lebanese, Jews, Christians… The war daily routine presented by these youth's conscious writing turns those destruction scenes flashing on TV news a much more distant reality. What these bloggers tell about the Middle East phenomenon puts us closer to them, in front of them, without exotic or folkloric labels. Blog yourself!

Mazen Kerbaj está em beirute quando Israel começa a bombardear a cidade. Com o aeroporto em chamas, e pontes destruídas, sair da cidade não é fácil, exige coragem. Decidir não sair, entretanto, exige além disto, um quê de sentimentalismo, uma pitada de idealismo burro e um pouco de loucura. Mazen tinha tudo isso mais um caderno de anotações e um laptop. Ele decide então fazer algo que poucas pessoas se lembrariam: ele faz um blog para contar sua história. Sob a música da artilharia que toca à noite, Mazen descreve, com rabiscos emocionados, arranhados e impulsivos, a rotina de viver em uma cidade sendo bombardeada. O boca a boca da internet logo traz leitores do mundo inteiro, querendo ver por olhos íntimos o que o noticiário diário não passa.
PrefácioComputer for Monks

Mazen Kerjab was in Beirut when Israel started bombing the city. The airport was burning, bridges were destroyed, leaving the city is not easy, demands courage. The decision to stay demands more than that, something like a different feeling, a little dumb idealism and craziness. Mazen had all these, and also some drawings and a notebook to tell his story. While listening to the bombs falling at night, Mazen reports his routine with traces full of emotion and impulsiveness. The Internet ‘word of mouth’ brings readers from all around the world, eager to see through intimate eyes what the tv news will never show.

The blogosphere effects over the conflict are being largely recognized by the mainstream media, and it is no surprise that it somehow starts to be used strategically as media weapon. Blogs, chats, e-mail lists, comments sections in news portals… those are the new battle fields to be conquered by the ones who have elected words as their main tools in the dispute. The question is how much this possibility can be used as military strategy coordinated by generals or ministers. Is it possible to recreate the passion amateurs show in their writing in the context of the typical hierarchical command native to the military action? Does a soldier pulls the trigger to fire the missile with the same conviction a blogger press the ‘publish’ click to cast out his ideas?

O ministro do Exterior israelense ordenou que os trainees de diplomatas identifiquem blogs e salas de chat com discussões sobre a guerra no Líbano, para que batalhões de ativistas judeus possam entrar nessas páginas e colocar comentários defendendo sua política externa. Cerca de 5.000 membros da União Internacional de Estudantes Judeus fizeram download de um software especial que identifica enquetes, salas de chat e blogs onde se debate o tema, para que possam influir nos resultados das pesquisas e nos rumos das discussões.
Israel também luta sua guerra na

The Israeli Foreign Affairs Minister has ordered diplomats trainees to identify blogs and chat rooms with debates around the war in Lebanon, so that activists platoons can go into those pages to defend their foreign policies. Something around five thousand members of the World Union of Jewish Students downloaded the special software that identifies surveys, chat rooms and blogs where the theme is debated, in order to influence discussions and survey results.

The origins of this conflict are far in history, and the many reasons both sides displays to justify their acts are somehow already known. When faced with the arguments for war, some bloggers choose to speculate around philosophical references in order to reach conclusions about fairness.

Nos 16 séculos desde a morte de Santo Agostinho, seu conceito de guerra justa permanece como base do pensamento ético em guerra. Para Agostinho, a proporcionalidade era um item fundamental na análise da justiça em batalha. Alguns interpretam esta questão da proporcionalidade sobre a ótica de balanço entre a destruição causada e o bem que esta destruição trará. Enquanto o bem for maior que o mal, pode… Mas o custo é em vidas. É em gente. A única maneira de defender a guerra como Israel a leva é endurecendo o coração para dizer que gente não importa porque há motivo para a guerra. Não vai aqui qualquer questão de caráter: há militares que pensam assim e honestamente. Esta, no entanto, é uma linha de raciocínio de todo anti-judaica.
Jus in belloPedro Doria – NoMínimo

In the sixteen centuries since Saint Augustine's death, his concept of a fair war stays as the basis for the ethical thinking about conflicts. In his view, proportionality was a basic item in the analysis of justice in battle. Some interpreters reads the proportionality issue through the optics of the balance between the caused destruction and the good that this destruction will bring. While the good is greater than the evil, it's ok… But in this case, the cost is in lives. People lives. The only way to defend the war as Israel takes it is hardening the heart and saying that people do not matter, as long as there are reasons to justify the war. Character issues are not the case here: there are military personnel who honestly stands for this way of thinking. However, this is a totally anti-Jewish thinking.

“a principal razão que justifica moralmente o início de uma guerra é a agressão e o direito à autodefesa. Neste sentido, Israel foi alvo de ataques de forças não convencionais mas bem armadas e que têm como objectivo político a destruição do Estado judaico. Como tal, Israel tem o direito – e mesmo o dever – de defender o seu povo… Porém, a justiça relativa às causas da guerra (o chamado ‘jus ad bellum’) não deve ser confundida com a justiça relativa à conduta na guerra (o ‘jus in bello’)… Neste aspecto, as forças israelitas com certeza que cometeram injustiças – em Canaã e não só – e a opinião pública mundial não as deve deixar passar em branco. Do ponto de vista da teoria da guerra justa, é preferível não abater um alvo que um inimigo sem escrúpulos protege com escudos humanos a abater esse mesmo alvo causando a morte de inocentes. O terrorismo consiste, precisamente, em matar inocentes intencionalmente. Por isso não devemos ter contemplações para com ele. Mas também nunca devemos copiar os seus métodos.

The main reason that morally justifies the start of a war is aggression and the right to self defense. Israel was victim of attacks from non-conventional and well armed forces which stands for the political goal of destroying the Jewish state. As it is, Israel has the right — or even the duty — to defend its people. But the justice related to the war causes (‘jus ad bellum’) can't be confused with justice related to behavior in war (‘jus in bello’)… In this aspect, the Israeli forces are not being fair — not only in Qana — and the international public can't silence about that. From the ‘fair war’ point of view, it's preferable not to attack an aim which is shielded with innocent civilians by an unscrupulous enemy. Terrorism is precisely the intentional killing of innocents, and that is why it cannot be accepted. That is why we can never use its methods.

Talking about reasons, both sides have its own. There are the pro-Israel bloggers, who tends to see the conflict as a fair response to a menacing situation.

É importante que não nos esqueçamos destes “detalhes” quando nos apressamos a condenar Israel pelos ataques ao Sul do Líbano. Têm sido usados os mesmos adjectivos para analisar os actos terroristas do Hezbolla, que matam inocentes de forma deliberada, dos ataques de Israel às posições do grupo terrorista que mata inocentes de forma acidental. Só espíritos malévolos e pouco dados à análise concluem que Israel atacou postos das NU e matou inocentes em Qana de forma deliberada. Como é evidente isso só prejudica a posição política de Israel. Os pressupostos dos ataques do Hezbolla e de Israel não se confundem. Os primeiros visam o terror e o extermínio e por isso o objectivo principal é atacar alvos civis; os segundos têm como objectivo criar uma zona tampão que evite os bombardeamentos às cidades do Norte de Israel e por isso actuam sobretudo sobre as posições do grupo terrorista. O que também toda a gente conhece é que o Hezbolla se refugia junto de civis para evitar os ataques do exercito israelita. Só isto já demonstra o carácter sinistro deste tipo de actuação, que para tirar dividendos políticos não se importa de pôr em risco as populações compatriotas.
LENDO, VENDO, OUVINDO ÁTOMOS E BITS, de 31 de Julho de 2006Abrupto

It is important not to forget some ‘details’ when we rush to condemn Israel for the attacks in south Lebanon. Hezbollah's terrorist acts which kills innocents on purpose, and the Israeli attacks to terrorist positions which happens to accidentally kill innocents, are being treated as equivalent actions. Only evil spirits and the ones not comfortable with deep analysis would consider that Israel deliberately attacked the UN posts and killed innocents in Qana. It is also evident that those facts are bad for Israel's political position in the conflict. The attacks from Hezbollah and Israel cannot be compared, as one is based on terror and translates into harm on civilians, and the other has the goal to create a security zone in order to halt bombings to cities in north Israel. Also, everybody knows that Hezbollah hides behind civilians in order to avoid attacks from the Israeli military, what demonstrates the sinister character of those who use strategies that risks lives in order to achieve political advantages.

Ouvir o mundo julgar a guerra entre Israel e Hizbollah enquanto ela se desdobra é como viver num universo moral Orwelliano. Com umas poucas exceções significativas (a liderança de Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Canadá e alguns outros), o mundo – os governos, a mídia, os burocratas da Onu – perdeu completamente seus padrões morais. A palavra que torna desnecessário qualquer raciocínio lógico e magicamente transforma vítima em agressor é “desproporcional”, como na expressão tão comum hoje em dia “resposta desproporcional de Israel”. Quando os EUA foram atacados em Pearl Harbor, não responderam com um ataque “proporcional” em uma base naval japonesa. Eles lançaram uma campanha de quatro anos que matou milhões de japoneses, reduziu Tóquio, Hiroshima e Nagasaki a cinzas e transformou as ilhas japonesas em ruínas.
“Desproporcional” em Qual Universo Moral?Eventos Humanos

To hear the world judging the war between Israel and Hezbollah while it unfolds is like living in an Orwellian moral universe. Apart from some few exceptions (the leadership of the US, Great Britain, Australia, Canada and some others), the world — governments, media, and UN bureaucrats — has lost its moral patterns. ‘Disproportional’ is the word that makes irrelevant any reasonable debate and magically turns victim into aggressor, as in the nowadays common expression: ‘disproportional response from Israel’ . When the US was attacked in Pearl Harbor, the response was not a ‘proportional’ attack to a Japanese base. They launched a four year campaign that killed millions of Japaneses, turning Tokyo, Hiroshima and Nagasaki into ashes and ruining all Japanese islands.

A “opinião mundial” está constantemente contra a América e Israel, dois dos mais democráticos países do mundo, mas silenciosa sobre alguns dos países mais cruéis do mundo… Israel não teme a “opinião mundial”. Já está habituado a ser “massacrado” pelos media. A preocupação de Israel não é a opinião do mundo, mas a segurança e protecção dos seus cidadãos actualmente postas em causa por um dos grupos terroristas mais diabólicos do mundo.

The world opinion is constantly against America and Israel, two of the most democratic countries in the world, but ain't got nothing to say about some of the cruelest countries in the world… Israel is not afraid of the world opinion, as it is accustomed to be massacred by the media. What worries Israel is not the world opinion, but the security and protection of its citizens which are now at risk because of one of the most diabolic terrorist groups in the world.

Porque, para os entendidos da praça em política internacional, só Israel é que ataca.
Já pensaram em ver melhor as notícias?! Por mais facciosas que sejam muitas vezes… Para quem não se lembra, esta crise no Médio Oriente começou com o rapto de soldados israelitas por parte do Hamas e do Hezbollah…
Quando se trata de IsraelGONIO

Why is it that, for the international politics specialists, it's only Israel who attacks? Have you tried to look carefully at the news? As unbalanced as it might be… For the ones who forgot, this Middle East crisis started with the kidnapping of Israeli soldiers by Hamas and Hezbollah…

ON the other side of the debate, there are many bloggers ready to condemn the way Israel is dealing with the situation.

Num relatório divulgado hoje, a Human Rights Watch diz que o Estado judaico não distingue os civis de alvos militares. Será que perante esta notícia devemos encolher os ombros e refugiarmo-nos atrás da frase “Não podemos ver as coisas só para um lado”? Eu prefiro condenar veemente as forças israelitas pelos massacres diários contra civis. Estão à vista de todos. E aqueles que tentarem analisar este conflito menosprezando este aspecto, estão mais do que preparados para se alistarem no exército do senhor Olmert.
Quem o diz é a Human Rights Watchcatorzedemarco

The Human Rights Watch released a report today saying that the Jewish state do not differentiate between civilian and military aims. Should we neglect this information and hide behind the notion that ‘we cannot be one-sided'? I prefer to condemn the Israeli forces for the daily massacres against civilians. Those who try to analyze this conflict without taking this into account, are ready to be enlisted in Mr. Olmert's army.

Essa eu achei em um site de notícias israelense; olha só que coisa legal gente! Basta entrar no site abaixo e mandar um mensagem para os queridos e injustiçados soldados israelenses que estão lá no front de batalha trucidando crianc… ops terroristas, afinal Israel tem todo o direito e o aval norte-americano para defender seu território, não é verdade? Mas, até aí, nada demais. O mais interessante de tudo isso é que as mensagens chegarão aos soldados embrulhadinhas em inocentes e gordurosas barras de chocolate – não, não se trata aqui de Kinder Ovo.
… e para as crianças do líbano? Bala, uai!Axioma Orgasmático

This one I found in a Israeli news site; check out how cool it is! You just have to enter into the site below to send a message to the dear Israeli soldiers who are in the battle front killing child… ops… terrorists. As we know, Israel has the right and the US support to defend its territory, isn't it true? But till then, nothing uncommon. The interesting of it all is that the messages will arrive packed in innocent chocolate bars — no, it is not a Kinder Egg in this case.

A passividade dos grandes e poderosos, o silêncio de quem devia pronunciar-se e não o faz, a impotência das Nações Unidas, estabelecem um perigoso paralelismo entre estes acontecimentos e os que levaram à II Guerra Mundial. Infelizmente o Mundo assiste uma vez mais, como outrora, impassível (ou cooperante) enquanto um povo belicista se impõe aos seus vizinhos, matando indscriminadamente civis, hoje com justificações diferentes no conteúdo mas iguais na forma às que foram utilizadas contra si há menos de 1 século

The passivity of the big and powerful, the silence of the ones who should manifest themselves and don't, the UN impotency, the whole scene shows a dangerous similarity between the present facts and the ones which led to the second World War. It's sad that the world once again watches helplessly (or should we say, collaboratively) while a nation forces its will over its neighbors, killing civilians. The reasons today are different in content, but equal in form to the ones used against the Jewish people less than a century ago.

As crianças de Israel aprendem que em seu país há judeus e não judeus, que há um sector judeu e um sector não judeu, que há uma agricultura de judeus e uma agricultura de não judeus, que existem cidades de judeus e cidades de não judeus. Mas quem são os não judeus? Como vivem? Isso não é importante. E os que não são judeus são todos considerados como “árabes”. Por exemplo, no livro “Israel – o Homem e o Espaço” (Editora do Centro de Tecnologia da Educação, 2002) pode-se ler no capítulo sobre a população árabe o seguinte: “Dentro deste grupo da população há crentes de diferentes religiões e grupos étnicos diferentes: muçulmanos, cristãos, drusos, beduínos… Mas como a maioria deles são árabes, ao longo desta obra chamaremos este grupo de árabes ou de população árabe…”. No mesmo livro escolar, os palestinos são chamados de “trabalhadores estrangeiros” e suas condições de vida são apontadas como “típicas de países subdesenvolvidos”. Os palestinos, tanto os que vivem no Estado de Israel como os que vivem nos territórios ocupados não têm rosto, não são considerados como cidadãos, como pessoas modernas, como pessoas com algum trabalho produtivo, intelectual, ou exercendo alguma atividade positiva. Nos livros escolares eles são representados através de imagens estereotipadas e considerados depreciativamente “os árabes de Israel”.
Carta de uma mãe israelitaEnquanto e não

The children in Israel learn that in their country there are Jews and non-Jews, Jewish sectors and non-Jewish sectors, a Jewish agriculture and a non-Jewish agriculture, Jewish cities and non Jewish cities. But who are the non-Jews? How do they live? This is not important. And the ones who are not jews are all considered ‘Arabs’. For example, in the book ‘Israel – The Man and the Space’ (Educational Technology Center, 2002) you can read the following in the chapter about Arab population: ‘In this population group there are people from different religions and ethnic groups: Muslims, Christians, Druses, Beduines… But as the majority of them are Arabs, we will call this group as Arabs or Arab population from now on in this edition…’. In the same school book, the Palestine are called ‘foreign workers’ and their life conditions are labeled as ‘typical of underdeveloped countries’. The Palestine, either the ones who lives in Israel or the ones who lives in the occupied territories, just don't have faces. They are not considered as citizens, as modern people who could perform any productive or intellectual work. In school books they are represented through stereotyped images and labeled as ‘the arabs from Israel’.

There are also those who try to find some balance in the situation, identifying the patterns of relationship that has ruled the region for the last sixty years. From this point of view, it is quite obvious that ‘both sides need to ratchet down the rhetoric and rein in their own extremists’.

Não quero criticar os Judeus – alias sempre nutri o mais profundo respeito para com a sua milenar cultura e para com os seus antigos ritos – contudo este conflito preocupa-me e deixa-me desarmado pois…todos tem razão! Todos argumentam com armas, defendem-se com historia e gritam pela pátria. Talvez uma cimeira no céu entre Maomé e Isaac rabin consiga uma solução. Qual seria o dialogo? Mas haverá algum diálogo?
Verdade externaElogio à Loucura

I don't want to criticize the Jews — as I always had a profound respect for its ancient culture and rites — but this conflict worries me, leaving me helpless because… both sides have its own reasons! Maybe a summit in heaven between Mohammad and Isaac Rabin would bring a solution. What would be the dialogue? Will we have any dialogue?

gostava de não ver na tv essas crianças mortas no sono. gostava que os que as retiram dos escombros não as exibissem como troféus e que as câmaras não as filmassem com deleite. (a mim basta-me saber que crianças morreram. não preciso de as ver. não preciso que, como disse em directo rodrigues dos santos, eles façam ‘uma coisa… tiram os corpos e envolvem-nos em mantas e depois abrem as mantas para as câmaras filmarem’). mas gostava ainda mais que não tivessem morrido. e, como morreram, talvez olhar para elas nos centre no essencial. a nós, que não somos do hezbollah.
as crianças de quanaGlória Fácil…

I wish I had not seen those children killed while sleeping on the TV. I wish the ones responsible for the rescue would not show them as trophies, and that the cameras would not shot the scenes with such pleasure. (To me, it is enough to know that the children died. I don't need to see them. I don't need that, as Rodrigues dos Santos told us from the scene, that they ‘uncover the bodies for the cameras to film it’). But I wish even more that they had not died, but as they did, maybe watching them can bring us to the essential — as we are not from Hezbollah.

Não sou anti-americano, anti-semita ou anti-árabe, pois os americanos são necessários como consumidores, os judeus tem seus direitos de sobrevivência e os árabes fazem jus a um território livre de influências.Nem pró, porque os Estados Unidos são confusos quando o dinheiro está no meio das resoluções que deveriam tomar, os Judeus são proprietários históricos da terra em que vivem, mas os árabes também, e os árabes tem o péssimo hábito de invocar ensinamentos religiosos (que nem sempre são reais) quando acham que seja necessário. Mas me aborrece sobretudo aquela vil conduta de jogadas geográficas para conquistar riquezas.
O Líbano e o DilemaAqui não, Genésio!

I am not anti-American, anti-Semitic, or anti-Arab, as the Americans are needed as consumers, the Jews have their right to survival, and Arabs have the right to a territory free from foreign influences. And I am not pro-anything also, as Americans are always confused when money is involved in the decisions they should take, Jews have historical rights to the land where they live, and also do the Arabs, but those have the bad habit of invoking religious principles (not always realistic ones) when they find necessary. But what bothers me more is that vile behavior of geographical moves in order to conquer others resources.

O General Sharom, que não era nenhuma flor, dificilmente teria executado um plano tão insensato confirmando o velho adágio de que os militares em geral são menos belicistas do que os civis, eles conhecem a o cheiro da pólvora e a dor da bala na carne. Felizmente para a humanidade existem judeus civilizados que estão abominado essa aventura louca. Pena que não sejam a maioria, mas talvez essa guerra aumente seu contingente.
Onde nasceu o HezbollahLuis Nassif

Mr. Sharom, who was not what we could call a peaceful man, would hardly have gone into such irrational plan. This confirms the old saying that military people are in general less aggressive than civilians, as they know well the smell of powder and how it feels the pain of a bullet plowed into the flesh. There are many civilized Jews who are against this crazy adventure, and it's a pity that they are not the majority, yet — maybe this war will have the effect of increasing this group.

One thing seems clear to all those following the conflict from the outside: it's got to stop. If the blogosphere is really influencing the situation as it is being reported, lets hope it does it by providing a better understanding of what victory really means to the ones who are inside the conflict. Let's pray our activated worldwide intelligence has the capability of collectively reaching the conclusion that peace is the answer, and that enough is definitely enough.

Todo exército um dia descobre que existe uma missão que ele é incapaz de resolver. Para a Inglaterra, essa lição se chamou Estados Unidos, em 1779. Para os EUA, Vietnam. Para a URSS, Afeganistão. A IDF contribuiu para aumentar as apostas ao declarar que seu objetivo é a extinção do Hezbollah; agora, qualquer coisa menos que isso será uma vitória para o inimigo. Com sorte, o fim do mito da suprema competência militar israelense poderia sinalizar o início de uma nova rodada de negociações, talvez um pouco menos desiguais. Certo, vai contra toda a história da região até o presente minuto, mas eu preciso achar um jeito de poder dormir à noite.
Curva de AprendizadoSi hay gobierno…

All armies find out one day that there is a mission which they are incapable of winning. To England the lesson was called United States, in 1779. To the USA, Vietnam. To the USSR, Afghanistan. The IDF helped to raise the bets against itself when declared that its goal was to extinguish the Hezbollah; now, anything less than this will be a victory to the enemy. If we are lucky enough, the end of the myth of Israeli supreme military competence could trigger the start of a new round of negotiations, maybe a more balanced one. Ok, this goes against the whole history of the region till now, but I need to find a way to sleep at night.

Há ponderações de todo tipo, lembrando a freqüência fanática com que o Hezbollah atinge Israel, a diferença entre uma democracia parlamentar de tipo ocidental e o terrorismo de facções muçulmanas que nunca se dobrarão a nenhuma proposta de negociação, etc. Discute-se muito a legitimidade da reação israelense ao Hezbollah, se não é legítima, embora possa ser considerada desproporcional. Fala-se dos custos civis em toda guerra, e que houve bombardeios atingindo crianças numa guerra legítima, como a que se fez contra Hitler. Pode ser, pode ser. Fiquei pensando. Mas depois da manchete de hoje na Folha –mísseis israelenses matam 37 crianças– cheguei a uma conclusão. Pensar demais, nesse caso, atrapalha. Não há como justificar, nada justifica esse massacre. Chega.
quando pensar demais atrapalhaMarcelo Coelho

There are all kids of arguments, remembering the fanatic frequency of Hezbollah's attacks to Israel, the difference between an occidental parliamentary democracy and the Muslim terrorism that will never seat to negotiate, etc. People debate about the legitimacy of the Israeli reaction to Hezbollah, although it can be considered disproportional. They talk about civilian costs in all wars, and that there were children killed by bombing in legitimate wars in the past, as in the one against Hitler. It can be, it can be. I started thinking. But after the headlines — Israeli missiles kill 37 children — I reached a conclusion. Thinking too much, in this case, leads us to confusion. There is no way to justify this. That's enough.


  • Violence is not to be tolerated among civilized peoples. Self-defense is justified, even required. Therein lies the dilemma.

  • According to this article, the self-defense argument has its critics:

    Israel responded to an unprovoked attack by Hizbullah, right? Wrong
    The assault on Lebanon was premeditated – the soldiers’ capture simply provided the excuse. It was also unnecessary

  • Lou Gold

    All major miltary actions are premeditated. This is what strategic planning does. It creates fully developed plans that can be acted on quickly if chosen by the political leadership. But this time there was indeed a dramatic shift in Israel’s response to the long history of Hizbullah ‘provocations.’

    Ethan Bronner, writing in the NY Times, provides an in-depth analysis of why the ‘more moderate’ civilian Olmert chose war where his ‘ferocious’ military predecessor Sharon chose to bargain. Many interesting nuances of history and personalities are provided which may help us better understand the current horror.

  • […] Noticias sobre o Brasil, por exemplo, podem ser vistas em  […]

  • José Murilo Jr.,
    O artigo tá muito legal, colocando as diferentes visões do conflito entre Israel e Líbano, o que é muito importante na formação da opinião. Visitarei sempre. Parabéns!

  • Rod

    Belo artigo. É difícil conseguir ficar indiferente a um tema tão polêmico…

  • Luz maria ortiz


  • L.S.Macedo

    Se um bando de criminosos invadir sua casa, ameaçar a paz de sua família e raptar seus filhos, você vai cruzar os braços e simplesmente pedir: “Senhores raptores, por favor devolvam meus filhos e me deixem e paz, pelo amor de Deus” ou vai encher-se de coragem, munir-se das melhores armas de ataque que possuir e invadir a casa desses criminosos e destruir o que lhe aparecer na frente até que eles e quem mais lhes dá abrigo sintam a força de sua fúria?

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